O texto dividido em blocos que postarei a partir de hoje foi divulgado originalmente por e-mail há pouco mais de dois anos, para o Frat&Mídia, um grupo de comunicadores e profissionais de tecnologia da informação que no Brasil pauta suas reflexões e ações (sobretudo pela internet) nos princípios da Net One (http://www.net-one.org/), uma rede internacional de agentes de mídia que procura construir a fraternidade (a cristã, mas também a do triplo lema da Revolução Francesa: "Igualdade, Liberdade, Fraternidade") nos meios de comunicação e por meio deles. O texto total tem aproximadamente 40 mil toques. Por isso, o colocaremos em blocos aqui no Blog. Posteriormente à primeira divulgação, realizamos outras leituras, conhecemos outros autores e escolas sobre os quais pretendemos escrever aqui também.
INTRODUÇÃO
Bem, gostaria de começar dizendo que procurar adquirir uma visão geral das Teorias da Comunicação (que a partir daqui chamaremos também de “Teocoms”) significa buscar uma ferramenta para Frat&mídia atingir o seu objetivo principal, distinto em dois itens: 1) Viver a fraternidade entre os participantes e estendê-la aos colegas agentes da comunicação; e 2) Refletir sobre os Textos Básicos da NetOne (discursos realizados em congressos internacionais, entre outros textos, que contêm os pressupostos e paradigmas da proposta da Fraternidade na Mídia).
Para ambos os itens citados é válido possuir um quadro geral das Teocoms. Quanto ao primeiro (viver a fraternidade), elas servem como base comum diante dos colegas, especialmente, os que estudaram e estudam teorias da comunicação e, ainda, como sinal de credibilidade e profissionalismo. Quanto ao segundo item (refletir sobre os Textos Básicos da NetOne), as Teocoms servem para reflexões comparadas com a elaboração teórica acerca da proposta da Fraternidade na Mídia.
O estudo de um quadro geral das Teocoms resulta numa análise da dura realidade de dominação e fragmentação da sociedade que os Meios de Comunicação Social (MCS) representam, uma análise, portanto, não sei se simplifico demais ao dizer, “pessimista”. Por outro lado, é um quadro que serve como instrumento para análises mais propositivas de melhoramentos e “injeção” da fraternidade no mundo midiático.
Um preâmbulo a ser feito ainda é a consideração pessoal de que o percurso das Teocoms é válido em toda a sua trajetória no tempo. Apesar da evolução e superação de conceitos, mesmo teorias consideradas obsoletas não deveriam ser desprezadas. Não deveriam ser desprezadas por três motivos: 1) pelo significado histórico do progresso que representaram quando foram lançadas; 2) mais ainda, pelo que poderiam ter de proféticas; 3) ou, pelo menos, pela possibilidade de se apresentarem, minimamente que seja, complementares a teorias contemporâneas.
Entre outros problemas, neste Resumo faltarão os anos de nascimento e morte de boa parte dos teóricos; bem como as datas dos lançamentos de algumas obras; e as nacionalidades de muitos dos autores, que julgávamos importante indicar. Enquanto escrevíamos vinham à mente idéias de incluir citações indispensáveis como a referência ao Mito da Caverna, de Platão; os tipos humanos sociológicos de David Riesman (o homem dirigido pela tradição; o auto-dirigido; e o altero-dirigido - pela mídia e pela aprovação social); a teoria dos Usos e Gratificações (Jay Blumler e Elihu Katz, 1975)... A lista de alterações e acréscimos, porém, seria interminável e atrasaria demais o envio desse texto ao público desejado.
Que tal um grande texto coletivo?
Portanto, após a revisão e a correção que o tempo possibilitava, envio o texto, alertando aos leitores que sou um jornalista apaixonado pela idéia da Fraternidade na Mídia e, em conseqüência, pelas teorias da comunicação. Mas não sou especialista em Teocoms. Fazer essa síntese foi para mim – e imagino que poderá ter o mesmo resultado para outros colegas - como lembrar o curso de comunicação na faculdade. Talvez seja muita pretensão... Bem, aos especialistas da área eu peço a compreensão e a correção para os possíveis equívocos. A todos peço os acréscimos que acharem necessários para que os incluamos num futuro aperfeiçoamento deste trabalho. Quem sabe não poderá ser esse um grande texto coletivo, uma primeira experiência de produção coletiva do nosso grupo Frat&mídia?
Informo ainda que, para a realização deste resumo, foram utilizados os livros “Teoria da Cultura de Massa”, de Luiz Costa Lima (org.) – Paz e Terra; “Teorias da Comunicação – Conceitos, escolas e tendências”, de Antonio Hohlfeldt, Luiz C. Martino e Vera Veiga França (organizadores) - Vozes; e “As Teorias da Comunicação – Da fala à internet”, de Roberto Elísio Santos – Paulinas.

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