terça-feira, 28 de setembro de 2010

Somos modernos ou pós-modernos? Respostas híbridas na América Latina


Publico aqui o comentário que fiz do livro "Culturas Híbridas" (Edusp, 2006), de Néstor García Canclini

Diante da transição, que muitos teóricos afirmam ocorrer no Ocidente, de uma cultura moderna para uma cultura pós-moderna, um questionamento provocado pelo livro Culturas Híbridas (Edusp) é: como sermos, nós latino-americanos, pós-modernos se ainda não somos modernos? Na verdade, até mesmo a conveniência sobre sermos modernos é questionada pelo autor, o acadêmico argentino radicado no México Néstor García Canclini, no subtítulo -  “estratégias para entrar e sair da modernidade” – desse livro publicado originalmente em 1989 e que mantém ainda consistentes suas teses.

Ora, como sabemos, o ideal modernista é o projeto de um indivíduo emancipado da religião e das ideologias, rico de conhecimento/informação; construindo uma sociedade voltada para a expansão da produção econômica, fundada nas descobertas científicas e no desenvolvimento industrial; e na renovação incessante em todos os níveis da atividade humana, com o objetivo ético, moral e racional de aperfeiçoar a democracia; com popularização cultural e científica e com eliminação da pobreza.  O livro nos lembra que esse projeto não está de forma alguma realizado de forma homogênea no continente latino-americano.

Numa “Introdução à edição de 2001”, Canclini analisa os prós e contras do conceito de hibridismo/hibridação. Ele o faz já a partir do aspecto histórico, mostrando que não se trata de um fenômeno novo, constituindo-se a própria história da humanidade num contínuo processo de hibridação que se particularizou no continente entre colonizados, colonizadores e escravos negros vindos da África. É evidente, porém, o fato de que as hibridações se aceleraram, em todos os níveis – étnico, cultural, ideológico... -, de forma marcante nas décadas finais do século 20.

A obra percebe o entrelaçamento sem volta entre o culto (erudito), o popular e o massivo (mídia) - vale ressaltar que essa é uma das reflexões centrais deste texto. Indica ainda o fênomeno da desterritorialização dos processos culturais e identitários urbanos, que ocorre com as migrações generalizadas pelo planeta. A cidade de Tijuana, no México, fronteiriça com os EUA, que em 1950 tinha 60 mil habitantes e hoje abriga mais de 1 milhão, é apresentada como exemplo da desterritorialização: a característica mais importante nas cidades de hoje não é mais tanto a natureza ou a cultura do local (território), e, sim, as marcas globais (concluímos, por exemplo, arquitetura urbana, ambientes homogeneizados dos shoppings e aeroportos; problemas como trânsito e violência; ritmo de vida ditado pelo mercado, pelo consumo e pela pressa...). Mas o autor não deixa de identificar também um esforço dos mexicanos de Tijuana – como ocorreria em outras cidades “desterritorializadas” - no sentido de uma “reterritorialização” que resiste/negocia para manter certa identidade original.

Outro conceito interessante proposto por Canclini é o de “poderes oblíquos”, que poderiam ser o poder dividido em parcelas também controladas pelos dominados, que sempre têm, afinal, alguma força de barganha e que podem por “vias diagonais” gerir conflitos e marcar conquistas. Trata-se de uma perspectiva na qual “hegemônicos e subalternos precisam uns dos outros”; uma perspectiva que aceita a fragmentação e as combinações entre tradição, modernidade e pós-modernidade; que vê a pós-modernidade não como nova etapa histórica, mas como crítica àquele evolucionismo  que apresenta os progressos tecnológicos e econômicos os únicos geradores de todo o sentido de que a sociedade precisa.

O autor indica, finalmente, três vias de adaptação às reestruturações provocadas pela modernidade tardia: 1) resistência e reafirmação do autêntico projeto moderno; 2) adesão incondicional ao evolucionismo já citado. 3) um “deslizamento constante entre o culto, o popular e o massivo”. É uma “saída” – lembremo-nos do subtítulo - que poderia desfazer a falsa obrigatoriedade de escolher entre inovar (e, portanto, estabelecer diferença, distinção, discriminar entre o novo e o velho, o desenvolvido e o subdesenvolvido) e democratizar.

Inovar e democratizar são escolhas, concluímos, que não necessariamente se excluem, e podem se  “hibridar”. Tanto a via do “deslizamento entre culto, popular e massivo”, quanto as decisões de inovar e democratizar podem se harmonizar e servir de base às duas propostas com as quais o livro termina: a) um esforço para a reconstrução da crítica social e b) o questionamento do neoliberalismo como dogma da modernidade; tudo isso sendo “radical sem ser fundamentalista”, conclui Canclini.

(Escrito em fevereiro de 2009)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O desafio do futuro já presente: Refletindo com Z. Bauman, M. Castells e M. Foucault

Já estamos no futuro. Tal impressão não é rara. A publicidade frequentemente atribui essa vantagem a muitos produtos. E o acesso a bens tecnológicos sempre mais surpreendentes chega a nos convencer que é verdade. Existe de fato uma parcela da população mundial que, embora pequena, dispõe de tudo que desde os antigos gregos a humanidade sonhou e desenvolveu. E muitos de nós, em maior ou menor grau, talvez estejamos incluídos nesse grupo. O sociólogo polonês Zigmunt Bauman (O Mal-estar da Pós-Modernidade, Zahar, 1998) lembra que com a era moderna o ser humano “ganhou alguma coisa mas perdeu em troca alguma coisa”. Inadiável “o dever de casa” de descobrirmos o que fazer e para onde caminharmos após essas perdas e ganhos da modernidade.

Foi essa mesma modernidade que consolidou um domínio bastante significativo do homem sobre a natureza. Esse domínio ficou cada vez mais patente a partir da virada do século XIX para o XX. O projeto da modernidade previa, em linhas muito gerais, que seríamos felizes nos emancipando da religião e da tentação do poder; nos sustentaríamos eticamente e socialmente pelos ideais da liberdade, igualdade e fraternidade; e usufruiríamos das coisas boas da vida ancorados na cultura, na ciência e na tecnologia; tudo isso baseado e impulsionado pelo progresso e pelo crescimento da riqueza econômica.

Embora haja estudiosos afirmando que alguns cantos do mundo já entram na pós-modernidade, a única coisa de que podemos ter certeza é que o projeto moderno atingiu, para o bem e para o mal, os patamares extremos de suas possibilidades. É esse o quadro descrito no livro “A Sociedade em Rede” (Paz e Terra), do espanhol Manuel Castells, sociólogo e professor da Universidade de Berkley (EUA), que pode ser bastante útil na tarefa de nos situarmos e buscarmos o sentido de nossas vidas nesse nosso “admirável mundo novo”.

A tese de “A Sociedade em Rede” é que existe um novo “modo de desenvolvimento” dentro do já secular “modo de produção” capitalista. Trata-se do “informacionalismo”, ou seja, a produção econômica potencializada vertiginosamente pela informação e pelo conhecimento. A tecnologia é a ferramenta fundamental do informacionalismo. Seu domínio condiciona decisivamente a relação de poder entre os países. Na sua vertente informática, a tecnologia dinamiza todos os processos produtivos, desde as máquinas até a administração. Aliada às comunicações sociais, Internet à frente, a tecnologia provoca uma revolução cultural.

Todas essas mudanças configuram a “sociedade em rede”, na qual, em nível econômico, diminui a importância do modelo fordista/taylorista de produção em série e forte hierarquia vertical, com centros de comando e produção muito fixos e permanentes, o que se reflete também nas relações sociais.

E o nosso dia-a-dia de pessoas comuns, o que tem a ver com isso? É que essa sociedade funciona “em rede” não só no aspecto produtivo. A própria vida das pessoas passa a ser “em rede”. É o princípio da Internet, que surgiu como ferramenta militar de comunicação na década de 60, nos EUA, para ser uma rede que não pudesse ser destruída pela extinta URSS, já que não possuía um nó central de comando do qual o todo dependesse. Destruído um nó, a rede continuaria a funcionar a partir dos demais nós da rede. Em nossa sociedade, cada empresa, cada país, cada cidade, cada pessoa é um nó dessa rede. Os nós estão sempre ligados, mas são autônomos, independentes e, no final das contas, solitários.

Castells demonstra que a tecnologia e o mercado imprimem as mudanças características da sociedade em rede nos mais diferentes aspectos da nossa vida. A influência do tempo sobre nosso dia-a-dia se transforma profundamente devido à evolução dos transportes e das comunicações, configurando um tempo “atemporal. O espaço, no qual “tudo flui” – veículos, pessoas, mercadorias - se torna um espaço “de fluxos”. A família e a sexualidade também são afetadas na medida em que nelas se infiltra a fragmentação, a competição e a disputa típicas de todas as relações na sociedade em rede. E até mesmo a nossa relação com a morte é modificada ao passo que pelo avanço da medicina já se consegue adiar cada vez mais eficazmente o próprio fim da vida.

Importante nas relações pessoais da sociedade em rede é a questão do exercício do poder. Mesmo se as relações formais de hierarquia ficam relativizadas, o estado permanece como base do exercício do poder, possuindo a prerrogativa da violência institucionalizada (as guerras na política externa, e a repressão na política interna). Predomina também, no entanto, o que Michel Foucault chama de “microfísica do poder”, um poder disperso em instituições e organizações fechando as pessoas “numa estrutura rigorosa de deveres formais e agressões informais”.

Contraponto desse caráter repressor da sociedade em rede pode ser a indicação de Castells de que “nossas sociedades estão cada vez mais estruturadas em uma oposição bipolar entre a Rede e o Ser”. Embora a rede (sociedade) se imponha sobre o ser (indivíduo), “devemos nos lembrar de que a busca de identidade [pelo indivíduo] é tão poderosa quanto a transformação econômica e tecnológica (...)”, como diz o autor. Aqui refletimos sobre o fato de que a autêntica “busca de identidade” ocorre num processo comunitário. E identificamos a busca da identidade como busca do sentido da vida. Arriscamos dizer que Castells pareceria colocar seu livro a serviço dessa busca quando afirma a existência de um “poder libertador da identidade”, enquanto sustenta que “observar, analisar e teorizar é um modo de ajudar a construir um mundo diferente e melhor”.

A busca da própria identidade e do sentido para a vida, dentro de processo comunitário parece, nessa linha de raciocínio, grande motivação para teorizar sobre nossa sociedade em rede. É necessário que o esforço de teorizar esteja aliado à sua utilidade para a vida de todas as pessoas. No caso da nossa vida (pós?) moderna, a teoria é válida para desvendar os mecanismos que enfraquecem o “ser” em sua relação com o que há de dominador na “rede”. A busca de sentido para a vida, agora vinculada não mais ao consumo, ao lucro e à produção, mas ao bem da comunidade – e portanto, ao bem de cada pessoa – parece-nos a escolha que afasta os medos e potencializa as vantagens da sociedade em rede.

Assim, e só assim, a impressão de estar no futuro não é mais a desilusão com progressos tecnológicos que, mesmo eficazes, muitas vezes não geram felicidade; o “futuro-já-presente” não lembra mais, por exemplo, os medos da crise financeira mundial, do fim do (meu, do seu, do nosso) emprego. Ao contrário, a alegria das conquistas humanas pode ser partilhada, mais cedo ou mais tarde, direta ou indiretamente, com as demais pessoas, que passam à nossa frente neste momento ou que enfrentam situações difíceis nos mais remotos cantos do planeta. E essa é uma tarefa e um caminho que pode, aliás, urge começar agora.











segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Primeira Reunião do Grupo Frat&Mídia


Agentes de comunicação debatem fraternidade na mídia*



Grupo vai se reunir mensalmente
                                                                                                                                  (Valter Hugo Muniz)

Na tarde de sábado do dia 01 de abril de 2006, reuniu-se na capital paulista um grupo de agentes de comunicação (profissionais e estudantes) com o objetivo de compartilhar experiências e estudos no campo da comunicação, com foco na fraternidade. Não foi a primeira vez que um grupo reuniu-se em São Paulo com esse objetivo mas a meta é, a partir desse último encontro, manter a periodicidade mensal.

Onze foi o número dos participantes, dos quais seis eram estudantes universitários. O dado é importante pois demonstra a expectativa dos jovens e pode garantir futuro para a iniciativa.

A partir de uma reflexão sobre a relação entre mídia e fraternidade (a fraternidade universal, ensinamento central do cristianismo), foi feita uma profunda partilha de experiências vividas no trabalho e na universidades.

O estudante Bruno R. C. de Oliveira (Publicidade-Casper Líbero) falou sobre o relativismo ético na universidade, na qual vários colegas perdem, muitas vezes, o sentido do bem e do mal. “A ética é subjetiva”, teria dito uma colega de Bruno. O estudante possibilitou também uma reflexão sobre a função do marketing e da publicidade ao citar a promoção Mc Lanche Feliz (Mc Donalds), que destina recursos a crianças com câncer.

Foi a deixa para o publicitário Carlos Ristow (proprietário da empresa de comunicação Aquacom) fazer uma interessante análise sobre o “marketing de causa”. Até que ponto esse tipo de marketing tem uma função de autêntica responsabilidade social? Carlos entende que, muitas vezes, ocorre realmente essa função. É o caso do Mc Lanche, na opinião dele.

Com uma das intervenções de Thiago Borges, que estuda jornalismo na Casper Líbero, ficou evidenciada a importância do estudo da teoria da comunicação, para poder fazer uma leitura crítica da mídia.

Já o estudante de jornalismo Valter Hugo Muniz, da PUC, fez algumas ressalvas sobre o estudo de teoria da comunicação. Valter, que passou um mês na Indonésia prestando socorro às viítimas do Tsunami, disse que, muitas vezes a teoria, mesmo se oferece uma visão crítica da mídia – o que é importante - não aponta caminhos para que os meios de comunicação contribuam para o bem comum.

A produtora Aline Muniz (TV Cultura) falou sobre a experiência que teve ao trabalhar num programa de auditório que na opinião dela não dava uma contribuição positiva ao telespectador. Ela, no entanto, valorizou o contato com as pessoas que iam ao estúdio para formar a platéia, pessoas carentes, que ela pôde conhecer melhor.

Os quatro, juntamente com os demais participantes, manifestaram a satisfação de terem um “espaço de fraternidade”, para partilharem suas idéias e experiências profissionais e, assim, se ajudarem na difícil tarefa de viverem como comunicadores e, ainda, tentar levar à fraternidade à mídia.

Ficou evidenciada no encontro a necessidade do aprofundamento teórico e doutrinal sobre a fraternidade aplicada à mídia; a importância do conhecimento da trajetória e da história da NetOne (rede de comunicadores pela fraternidade), com seus textos básicos – já há quatro livros publicados em italiano dos quais trechos poderiam ser estudados com o auxílio de traduções; a importância do contato entre os comunicadores; a urgência do aperfeiçoamento desse contato via internet.

O próximo encontro está marcado para o dia 6 de maio, sábado, às 15h30. O endereço é Av. Aratãs, 1609 – Indianápolis-SP-SP. Telefone: (11) 5055-0607. Os encontros se repetirão sempre aos primeiros sábados de cada mês. O convite é feito, especialmente, é claro, para os que residem e/ou trabalham na região metorpolitana de São Paulo. Mas todos os que estão recebendo este e-mail nos dariam uma grande alegria ao comparecer.

Participantes:

Aline Muniz (Produtora - TV Cultura)

Daniel Fazza (Jornalismo-USP)

Regina Duarte (Locutora free-lancer)
Vitor Reis (Multimeios-PUC-SP)

Bruno R. C. de Oliveira (Publicidade-Casper Líbero)

Valter Hugo Muniz (Jornalismo – PUC)

Marcello Benites (Jornalista-Cidade Nova)

Luciana Collet (Jornalista-Gazeta Mercantil)

Luiz Paulo (Cinema-USP)

Thiago Borges (Jornalismo-Casper Líbero)

Carlos Ristow - (Aquacom Comunicação Responsável)

*Esta notícia foi enviada ainda num esquema de “responder a todos” pelo hotmail na segunda quinzena de abril de 2006. O Google group surgiu após o Congresso nacional Net One.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

RELEASE DO LIVRO "PESSOAS QUE FAZEM A ECONOMIA DE COMUNHÃO"

LIVRO-REPORTAGEM CONTA HISTÓRIAS DE SUPERAÇÃO DA POBREZA


Uma grande reportagem que narra a história de pessoas em necessidade, empresários e estudiosos que enfrentam fraternalmente o problema da pobreza, num projeto orgânico que envolve cerca de 7 mil famílias, aproximadamente 750 empresas e já resultou em mais de 280 monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Trata-se do livro Pessoas que fazem a Economia de Comunhão (Editora Cidade Nova, 2009), do jornalista Marcello Riella Benites.

A Economia de Comunhão (EdC), como o próprio livro define, “é uma proposta de fraternidade* e comunhão vivida no setor econômico que procura superar o clássico conflito entre capital e trabalho”. As empresas envolvidas não são filantrópicas. Elas atuam normalmente no mercado, produzindo lucros que são destinados em parte aos pobres. Fundada em 1991, no Brasil, a EdC demonstrou ser uma alternativa real às injustiças do capitalismo e já está presente nos cinco continentes.

“A idéia do livro surgiu num Congresso da EdC há alguns anos, justamente após ouvirmos tantos depoimentos daqueles que acreditaram no Projeto e se comprometeram com ele”, afirma o editor Klaus Brüschke. O livro traz histórias como a da empresária paulista Ercília Teixeira Fiorelli que, durante um engarrafamento em frente a uma favela, vendo crianças na lama, tomou a decisão de dedicar-se inteiramente a uma das empresas pioneiras da EdC.

E o diferencial da Economia de Comunhão aparece ainda mais nitidamente na experiência da enfermeira Maria José Faustino Silva, de Maceió. Após enfrentar a extrema pobreza e começar a participar da EdC, ela afirmou: “Alguns dão sua contribuição em dinheiro e eu contribuo com as minhas necessidades”. Sempre numa relação de fraterna reciprocidade, aplicando os recursos recebidos para suas demandas básicas e para estudar, Maria José se formou e conseguiu emprego.

“Responsabilidade, fraternidade, igualdade entre quem dá e quem recebe recursos materiais, dignidade de todos. Esses são alguns dos principais diferenciais da EdC”, explica Benites. O livro “Pessoas que fazem a Economia de Comunhão”, foi escrito com base em mais de 50 entrevistas com pessoas de 26 cidades das cinco regiões brasileiras.

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* Fraternidade aqui entendida também como "princípio esquecido" da tríade da Revolução Francesa que pautou a modernidade (Liberdade, Igualdade, Fraternidade), e que vem sendo resgatada conceitualmente nas ciências humanas (O Princípio Esquecido, Vols. 1 e 2; Org.: Antonio Maria Baggio,  Editora Cidade Nova, 2007, 2009)

Ficha técnica

Livro: Pessoas que fazem


a Economia de Comunhão

Autor: Marcello Riella Benites

Formato: 14cmX21cm

Nº de págs: 184

ISBN: 978-85-89736-80-0

Preço: R$ 29,00