Já apresentamos as Teocoms (teorias da comunicação) como ferramenta útil aos comunicadores envolvidos com Frat&Mídia/Net One e propomos esse texto como possível texto coletivo, aberto, portanto a contribuições - basta postá-las como comentários. Aludimos a abordagens remotas do tema comunicação e a uma pre-história no século XVIII do que viriam a ser as Teocoms, avançando em seguida com a citação do início dos estudos sobre semiologia e semiótica; e, ainda, com as primeiras pesquisas de viés positivista e ligadas à visão estadunidense, dos anos 20 aos 40. Passemos agora à Escola de Frankfurt que, apesar do nome, desenvolveu-se principalmente, nos Estados Unidos, para onde fugiram seus estudiosos alemães, devido ao nazismo, encontrando uma cultura de consumo ainda mais desenvolvida que em seu país de origem, ideal para a crítica marxista que conceberam sobre os meios de comunicação social (MCS). Neste bloco abordaremos também o famoso teórico canadense Marshall Mc Luhan, que anos 1960 produziu poderosas idéias acerca da mídia, algumas caracterizadas como verdadeiras profecias observáveis hoje em nossa sociedade, como a da "aldeia global".
6) ESCOLA DE FRANKFURT
- Os estudiosos desta escola ANALISARAM, SOB VIÉS MARXISTA, A INFLUÊNCIA DOS MCS NA SOCIEDADE.
- Devido ao nazismo, deixaram a Alemanha e foram para os EUA.
- WALTER BENJAMIN – COM O ENSAIO “A OBRA DE ARTE NA ÉPOCA DE SUA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA” (1936):
- Afirma que a obra de arte possui uma “aura” que se perde com a reprodução impetrada pelos meios de comunicação, que ampliam e consolidam a alienação na sociedade
- Tenta indicar meios de resistir a essa tendência e de realizar a revolução por meio da arte
- THEODOR ADORNO E MAX HORKHEIMER
São conhecidos nos estudos sobre comunicação pelo texto “INDÚSTRIA CULTURAL - O ILUMINISMO COMO MISTIFICAÇÃO DE MASSA” (que integra o livro “Dialética do Iluminismo”, citado muitas vezes como “Dialética do Esclarecimento”, publicado pela primeira vez em 1947.
- O Indústria Cultural é o texto mais influente da Escola de Frankfurt.
- Indica uma desilusão com o Iluminismo que profetizara maior tempo livre graças ao progresso tecnológico e mais liberdade para a fruição dos bens culturais. A profecia não se concretizara e a indústria cultural aprofundou a falta de liberdade, banalizando a cultura.
- O TERMO INDÚSTRIA CULTURAL, cunhado por Adorno e Horkheimer, indica o aparato de produção de bens culturais voltados para alienar as pessoas e aprofundar a dominação das massas pela classe dominante.
- HERBERT MARCUSE
Autor do texto “A Arte na Sociedade Unidimensional” (1967).
Marcuse foi um dos principais ideólogos dos protestos estudantis da década de 1960.
Ele afirma que, na sociedade unidimensional, o ser humano é considerado apenas na sua dimensão de produtividade e eficiência.
A sociedade unidimensional e totalitária absorve todas as “atividades não conformistas”, entre elas, a arte.
Marcuse busca, entretanto, apontar a imaginação e a arte autênticas como faculdades cognitivas capazes de transformar e romper o feitiço da sociedade unidimensional.
CONCLUINDO:
As teorias da Escola de Frankfurt são também denominadas como “Teoria Crítica”.
Os frankfurteanos são questionados muitas vezes por não apresentarem saídas suficientes para os graves fenômenos que denunciam.
Jürgem Habermas é o herdeiro da Escola de Frankfurt, com sua Teoria da Ação Comunicativa.
7) MARSHALL MC LUHAN
Duas de suas principais publicações são:
“A GALÁXIA DE GUTEMBERG” (1962)
“OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO COMO EXTENSÕES DO HOMEM” (1964)
NÃO ENQUADRADO NAS ESCOLAS TRADICIONAIS e, mesmo tendo contra si críticas de que seria um inconseqüente e alegre profeta da sociedade de massas, o canadense Mc Luhan é autor de algumas das mais influentes teorias sobre a comunicação:
- ALDEIA GLOBAL: uma espécie de proximidade entre todos os habitantes da Terra - graças à onipresença da mídia - faz do planeta uma única grande aldeia
- O MEIO É A MENSAGEM – esse conceito nega a neutralidade dos meios em si (TV, rádio, imprensa): não são apenas suportes para a mensagem ou meros aparatos técnicos; trazem em si um efeito imediato, independentemente da mensagem que veiculam; cada meio estabelece uma relação diferente com o ser humano (por exemplo, é possível dirigir ouvindo rádio, mas não se pode ler jornal impresso ao dirigir); e essas diferenças modificam também as relações humanas, principalmente, quando surge uma nova mídia (um exemplo óbvio, recente, é a Internet)
- OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO COMO EXTENSÃO DO HOMEM – os meios são, cada vez mais, como prolongamentos dos sentidos do ser humano
- A GALÁXIA DE GUTEMBERG – uma evolução nas formas de aquisição do conhecimento ocorre na humanidade, chegando, com a imprensa, ao “homem gutemberguiano”, individualista na assimilação do saber (por meio da leitura, sem partilha, ao contrário do que acontecia, predominantemente antes da escrita, quando a transmissão conhecimento era oral).
“REENVOLVIMENTO VERBIVOCOVISUAL” (que seria a atual fase de envolvimento do ser humano com a mídia) e “MEIOS QUENTES E FRIOS” são outras importantes chaves de leitura para o pensamento de McLuhan

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