Delega-se o poder de interpretar o mundo a especialistas, como o juiz, o professor o padre...
Olá! Volto a postar depois de mais de sete meses. Agora, para dividir com vocês o meu entusiasmo com as aulas de Análise do Discurso, disciplina que estou cursando na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, em Campos-RJ. Farei, talvez, outros posts sobre a também chamada AD.
Para começar, alguns trechos de Eni Orlandi - professora do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), da Unicamp, e respeitada autora na AD. Os trechos são do livro Análise de Discurso: Princípios e Procedimentos (Pontes Editores).
Segundo Eni, não são todos que podem “interpretar [o mundo] de acordo com a sua vontade, há especialistas, há um corpo social a quem se delegam poderes de interpretar (logo de ‘atribuir sentidos’), tais como o juiz, o professor, o advogado, o padre, etc. Os sentidos estão sempre ‘administrados’, não estão soltos”.
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“Cabe então perguntarmos como nos relacionamos com a linguagem em nosso cotidiano, enquanto sujeitos falantes que somos (pai, mãe, amigo, colega, cidadãos, etc), enquanto profissionais, professores, enquanto autores e leitores”.
No prefácio de seu livro, Eni afirma que a Análise do Discurso “nos coloca em estado de reflexão e, sem cairmos na ilusão de sermos conscientes de tudo, permite-nos ao menos sermos capazes de uma relação menos ingênua com a linguagem”, essa mesma linguagem, acrescento eu, dos “sentidos administrados” e dos especialistas a quem se delegam os poderes de interpretar o mundo e atribuir sentido às coisas do mundo.
Até a próxima!
