Depois da Introdução em que falei da importância das Teorias da Comunicação (Teocoms) para os integrantes do Frat&Mídia/Net One, e da segunda parte, na qual dei pinceladas sobre as reflexões acerca da comunicação desde os gregos antigos aos primeiros estudos sobre lingüística, vamos às pesquisas pioneiras desenvolvidas nos EUA. A numeração prossegue a partir dos posts anteriores.
4) ESCOLA DE CHICAGO (EUA)
No início do Século XX, estudos sobre a influência da imprensa e da propaganda na sociedade em processo de industrialização foram empreendidos principalmente pelo jornalista Robert Ezra Park.
5) ESCOLA FUNCIONALISTA
Também nos Estados Unidos, na década de 1930, consolida-se a Escola Funcionalista. AO LADO DA ESCOLA DE FRANKFURT (DE VIÉS MARXISTA), que abordaremos mais adiante, o Funcionalismo, de viés positivista, é a ESCOLA MAIS IMPORTANTE PARA AS TEOCOMS.
- É bom repetir, então, a ESCOLA FUNCIONALISTA TEM TENDÊNCIA POSITIVISTA;
- Estuda as funções dos MCS, que serviriam para manter o equilíbrio social; ou as disfunções dos meios, como fenômenos que abalam esse mesmo equilíbrio social;
- Robert Merton e Paul Lazarsfeld, no texto “Comunicação de Massa, Gosto Popular e Organização da Ação Social”, do livro “Comunication of Ideas” (1948), indicam FUNÇÕES como:
- ATRIBUIÇÃO DE STATUS
- REFORÇO DAS NORMAS SOCIAIS
E citam ainda a DISFUNÇÃO NARCOTIZANTE
Já Harold Lasswell apresenta o seguinte modelo de funções dos MCS:
- VIGILÂNCIA (INFORMATIVA: função de alarme)
- CORRELAÇÃO DAS PARTES DA SOCIEDADE (integração)
- TRANSMISSÃO DA HERANÇA CULTURAL (educativa)
Outro teórico funcionalista (Charles Wright) fala ainda da função RECREATIVA e afirma que as funções dos MCS podem ser LATENTES ou MANIFESTAS.
[Devemos ainda inserir aqui, de forma mais aprofundada, a teoria do Duplo Fluxo da Comunicação ou Two steps (neste caso: degrau) flow, Teoria dos Efeitos Limitados, que analisa a recepção da produção dos MCS mediada pelos líderes de opinião (primeiro degrau), até chegar às demais pessoas (segundo degrau), desenvolvida por Paul Lazarsfeld e Elihu Katz em “Personal influence: The part played by people in the flow of mass communication” (1955)]
MASS COMMUNICATION RESEARCH
Ainda em 1927, com o livro Propaganda Techniques in the World War, de Lasswell, começam os estudos denominados Mass Communication Research.
São pesquisas de opinião realizadas por estudiosos funcionalistas, desvendando os mecanismos de persuasão dos MCS. Tais estudos foram muitas vezes úteis aos objetivos políticos do Estado e aos interesses econômicos do mercado.
O MODELO DO PROCESSO COMUNICATIVO
Foi Harold Lasswell, aliás, que elaborou em 1948 o famoso esquema do processo da comunicação que conhecemos hoje, com base em cinco perguntas:
Quem?
Diz o quê?
Para quem?
Em que canal?
E com que efeito?
Esse modelo foi simplificado com o esquema:
EMISSOR - MENSAGEM – RECEPTOR
Observação: Vale notar que já ARISTÓTELES havia elaborado um modelo parecido:
A Pessoa que Fala – O Assunto – A Pessoa a Quem Se Fala
TEORIA HIPODÉRMICA
E o mesmo Lasswell vai criar o conceito de “Agulha Hipodérmica”, segundo o qual as pessoas são totalmente influenciáveis pelos MCS, como se uma seringa atingindo a pele delas provocasse imediatamente um efeito desejado.

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