* Teorias da Comunicação
Prosseguimos com o nosso “Quadro Geral das Teorias da Comunicação.
9) O PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO FRANCÊS EM COMUNICAÇÃO
- Vale lembrar a já citada inadequação metodológica da didática de agrupar estudiosos em escolas, tendências etc, sobretudo ao falarmos do que foi e é produzido recentemente entre os teóricos franceses - ou radicados na França -, pois tais autores com freqüência divergem entre si.
- Porém, em comum, podemos dizer que os teóricos franceses são marcados pela cultura intelectual do pós-estruturalismo e da “desconstrução” do saber, predominante atualmente na França.
O ESTRUTURALISMO, linha de estudos iniciada pelo antropólogo Claude Lévis-Strauss, também francês, indica a importância da estrutura como sistema de relações (parentesco, troca econômica etc) na sociedade baseada em oposições binárias (amigo/inimigo, rico/pobre...)
Os teóricos franceses contemporâneos da comunicação podem, muitas vezes, ser definidos como “pós-estruturalistas” porque rejeitam essa “binariedade”, sustentando que as relações sociais seriam muito mais complexas
- O ano de 1960 foi um marco para eles, com a fundação do Centro de Estudos de Comunicação e Massas (Cecmas).
- Em 1968, o Cecmas lançou a Revista Communications, na qual autores como Roland Barthes, Edgar Morin, Jean Baudrillard, Julia Kristeva, Christian Metz, entre outros, passaram a publicar seus textos.
- Há TRÊS EIXOS DE ESTUDOS da comunicação explorados pelos intelectuais franceses:
1 - A COMUNICAÇÃO COMO FENÔMENO EXTREMO: não há meios de reduzir os MCS à lógica da utilidade social. Baudrillard é um dos que sustenta essa hipótese
2 - A COMUNICAÇÃO COMO FENÔMENO DE DOMINAÇÃO: a sociedade é dominada por intermédio dos MCS, mas ainda pode ser libertada, se for feito um bom uso desses meios. Partilham dessa linha Pierre Bourdieu, Paul Virilio e Lucien Sfez.
3 - A COMUNICAÇÃO COMO VÍNCULO SOCIAL COMPLEXO: os MCS são um fator de vínculo, ligação entre as pessoas - para o bem (integração social, por exemplo) e para o mal (pedofilia na Internet), e é aí que entra a COMPLEXIDADE; essa interpretação é defendida por Michel Maffesoli, Pierre Levy e Dominique Wolton.
Vamos, então, a pinceladas, MESMOS SE DE FORMA NÃO ORDENADA, sobre alguns desses autores, limitando-nos, devido à riqueza mas também ao caráter polêmico das suas idéias, a acenos, expressões e idéias atribuídas a eles pelo professor Juremir Machado da Silva (PUC-RS), no livro “Teorias da Comunicação – Conceitos, Escolas e Tendências”:
- Pierre Lévy saúda as novas tecnologias como a Internet, afirmando que o mundo virtual supera a pirâmide “um-todos” pelo “processo comunicacional todos-todos”, democratizando a possibilidade de emissão das mensagens
- Já Virilio vê as novas tecnologias com desconfiança. Teme “a ‘ausência de isolamento’, modalidade pós-moderna e sofisticada de encarceramento do ser na ilusão coletiva”.
- Morin afirma que a mídia alimenta-se das mensagens que lhe vêm do mundo que por sua vez é alimentado pelas mensagens que a mídia emite
- Maffesoli diz que a imagem funciona como um totem ao redor do qual comungam os espectadores
- Gui Debord afirma que vivemos numa “sociedade do espetáculo” - que dá, aliás, título a seu importante livro de 1967
- Baudrillard fala de “sociedade de consumo”, “maiorias silenciosas” e “estratégias fatais”
- Lévy saúda o “emissor-receptor”
- Já Sfez diz que existe apenas “emissor-receptor-interlocutor-lobotomizado*”
* lobotomia: uma secção (corte) no lobo frontal (região do cérebro) indicada, entre outros casos, em situações de “dores intratáveis de outra forma”, como explica o dicionário Aurélio.
- Pierre Bourdieu, em “Sobre a Televisão” (1997) faz uma investigação sobre o cotidiano do campo jornalístico atribuindo aos jornalistas pelo menos conivência com os procedimentos de dominação dos MCS
- Ainda Sfez fala de “tautismo” expressão forjada com a junção das palavras “tautologia”** e “autismo”
** Tautologia: “Vício de linguagem que consiste em dizer, por formas diversas, sempre a mesma coisa; (Filos.): Erro lógico que consiste em aparentemente demonstrar uma tese repetindo-a com palavras diferentes”. (Dicionário Aurélio)
- Sfez, Virilio e Baudrillard refletem sobre a idéia de que vivemos numa “sociedade panóptica”, segundo a interpretação do filósofo, também francês, Michel Foucault em sua teorias sobre a poder e vigilância***. Historicamente, o panóptico é um modelo arquitetônico idealizado no século XIX por Jeremy Bentham (1748-1832), com o objetivo confinar pessoas - em fábricas, presídios, hospícios etc. Essas pessoas vêem (e vigiam) outros confinados sem saber se estão sendo vistas ou não.
*** “O Panóptico é uma torre circular oca, com um pátio central, rodeado por pequenas celas orientadas para o centro do círculo. Mesmo fazendo parte do mesmo conjunto, as celas não se comunicam entre si, são separadas por paredes. Na superfície que dá para o exterior, cada cela apresenta uma vasta janela, permitindo entrar a luz. Seu lado oposto é gradeado, permite quem está dentro estar continuamente visível para quem se situe no meio. Dentro desta torre há outra torre, localizada no centro. Lá, ficam os vigilantes observando através de seteiras. O esquema é tal que nunca os confinados sabem se estão sendo vistos ou não. Na incerteza, se vigiam a si mesmos” (FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis, Vozes, 26ª ed., 1987).
- E voltamos a Bourdieu que afirma a existência de uma “circularidade da informação”: “a mídia fala dela mesma; pauta-se por outros veículos da mídia; saiu do acontecimento para entrar no culto à personalidade”.
- Para Morin, entretanto, “ninguém ou quase [ninguém] se encontra destituído de algum poder de intervenção [em relação ao predomínio dos MCS na sociedade]”
Como conclusão deste item número 9 sobre os teóricos franceses contemporâneos, apresentamos a seguinte citação, do professor Juremir mencionado acima: “Mesmo se discordam entre si, os [teóricos] franceses parecem ter um ponto em comum: tudo é comunicação; chegou a hora da comunicação total, da vertigem do signo, da circulação permanente, da avalanche comunicacional, que tudo permeia, contamina, devora, impregna, devasta”.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Minhas Leituras
Queridos amigos e amigas,
[Salto a introdução deste post, que pode ser lida em:
http://migre.me/3R6Uh ]
Segue uma lista de obras lidas, agrupadas por assuntos, a fim de apresentar as áreas de meu interesse, tais quais Teorias da Comunicação, Literatura Universal, Sociologia e Ciências Sociais, entre outras.
Segue a lista, subdvidida em alguns grupos.
Obras sobre Teorias da Comunicação
(incluindo algumas filosóficas e sociológicas que têm servido de base às teorias de comunicação, como as de Michel Foucault, Gilles Deleuze e Pierre Bordieu; e ainda livros sobre jornalismo e comunicação em geral)
Teorias da Comunicação – Conceitos, escolas e tendências – Holfeldt, Martino, Vera França Vozes
O que é virtual? – Pierre Lévy – Editora 34
As teorias da comunicação – Roberto Elísio dos Santos – Paulinas
História das Teorias da Comunicação – Armand e Michelle Mattelart – Loyola
Teoria da Comunicação de Massa – Luiz Costa Lima (org) – Paz e Terra6 (5ª Ed) - Incluindo alguns dos principais textos clássicos publicados até 1969, data da primeira edição, a saber:
- Indústria Cultural (Theodor Adorno e Max Horkheimer)
- A Obra de Arte na Época de sua reprodutibilidade técnica – Walter Benjamim
- entre outros ensaios clássicos das Teorias da Comunicação dos seguintes autores: Abraha Moles, Paul Lazarsfeld, Robert Merton, David Riesman, Marshall McLuhan, Hebert Marcuse, Edoardo Sanguineti, Jean Baudrillard, Julia Kristeva, Roland Barthes e Erwin Panofsky
Microfísica do Poder – Michel Foucault (Roberto Machado – org) – Graal
A Cultura da Mídia – Douglas Kellner – USC
Guy Debord – A Sociedade do Espetáculo – Comentários sobre a cultura do Espetáculo – Contraponto
Antropológica do Espelho – Muniz Sodré – Vozes
A Identidade Cultural na Pós-Modernidade – Stuart Hall – DP&A
Da Diáspora (leitura quase total) – Stuart Hall – Org.: Liv Sovik – Humanitas UFMG
A Sociedade em Rede – Vol 1.: A era da informação – Manuel Castells – Paz e Terra
O Cinema e a Invenção da Vida Moderna – Leo Charney e Vanessa Schwartz (Orgs.) Cosacnaify
(produzi dois textos a abordando este livro)
Sobre a Televisão – Pierre Bordieu – JZE
A Distinção – Pierre Bordieu – Edusp – Zouk
Revista Cult – Número temático sobre Pierre Bourdieu – Ago Set 2008
O Mal-estar da Pós-modernidade – Zygmunt Bauman – Zahar
Cultura Híbridas6 – Nestor Garcia Canclini – Edusp
Dos Meios às Mediações – Jesús Martín-Barbero- UFRJ
Sobre a Televisão – Pierre Bordieu JZE
Brasilidade Televisiva e Ritos Reality de Personalização - Suzana Kilpp e Sonia Montaño, professora e aluna de mestrado na Unisinos (Trabalho sobre os programas BBB e Casa dos Artistas apresentado no XXVIIICongresso Brasileiro de Ciências de Comunicação)
Matrix, o Fim do Panóptico – Katia Maciel – ensaio publicado na Revista Lugar Comum: Estudos de Mídia, Cultura e Democracia (ECO – UFRJ) .
Cerca de 150 páginas sobre Sound Studies, linha recente de estudos que procuram dar conta do impacto cultural e social das tecnologias de som, especialmente, na modernidade, mas também a partir de uma história e de uma “arqueologia” do fenômeno sonoro. Trata-se de uma linha de pesquisa que, além de observar as conseqüências das tecnologias do som, como o walkman e o iPod, apontam para as questões da saturação do ambiente sonoro na atualidade e da comunicabilidade humana em crise. São textos em inglês de autores como Jonathan Sterne, Rick Altman, Michel Chion, Emily Thompson, Paul Hegart, Patrick Burkat, Andre Millard, Keir Keightley, Will Straw, Michael Bull, Theodor Adorno, e, ainda, da brasileira Simone de Sá (professora da UFF, que se destaca nessa linha de estudos em nosso País).
Não Contem com o Fim do Livro - Umberto Eco e Jean-Claude Carrière
Cultura da Convergência – Henry Jenkins – Aleph
Conversações Gilles Deleuze – Editora 34
Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem – Marshall McLuhan – Cultrix
O Controle da Opinão Pública - Nilson Lage – Ipej/Vozes
O papel do jornal – Alberto Dines – Summus
O Rádio Sem Onda6 – Marcelo Kischinhevsky
Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia
Abaixo o nada a declarar: O assessor de imprensa na era da globalização – Boanerges Lopes - Zabelê
Notícia: Um Produto à Venda: Jornalismo na Sociedade Urbana e Industrial – Cremilda Medina – Summus (Leitura fichada)
O Planeta Mídia – Dênis de Moraes – Letra Livre
Minha Razão de Viver: Memórias de um Repórter - Samuel Wainer (Biografia) – Record
Cobras Criadas - David Nasser e [a Revista] o Cruzeiro – Luiz Maklouf Carvalho - Senac
Chatô – Rei do Brasil – Fernando Morais – Companhia das Letras
Deus é Inocente, a imprensa, não - Carlos Dorneles (criticando teorias como a do "choque de civilizações")
Muito Além do Jardim Botânicos (estudo sobre o Jornal Nacional) – Carlos Eduardo Lins e Silva - Summus5
Manual de Radiojornalismo – Heródoto Barbeiro e Paulo Lima - Campus
Manual de Radiojornalismo Jovem Pan – Maria Elisa Porchat
Manual de redação da Folha de S. Paulo*
Manual de redação de O Globo*
Manual de redação de O Estado de S. Paulo*
*Não tenho mais esses livros, portanto, não lembro exatamente os títulos e outras informações da edição.
Telenovela: história de Produção – R.Ortiz, Silvia Borelli, José Mário O. Ramos - Brasiliense
Obras da área da interpretação sociológica e antropológica da cultura brasileira
O Abolicionismo – Joaquim Nabuco
Os Sertões – Euclides da Cunha
Raízes do Brasil – Sergio Buarque de Holanda
Literatura brasileira e universal, filosofia e mitologia
O Livro de Ouro da Mitologia6(consulto sempre como referência) - Thomas Bulfinch - Ediouro
O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder - Cia das Letras
Introdução à Filosofia –Problemas, Sistemas, Autores, Obras – B.Mondim – Paulinas
O Fenômeno Humano – Theilard de Chardin (Leitura parcial)
A Utopia - Thomas More
Ilíada – Homero
Odisséia – Homero
Eneida – Virgílio
Dom Quixote – Miguel de Cervantes
Os Lusíadas - Camões
A Divina Comédia – Dante
O Príncipe – Maquiavel
Cem Anos de Solidão – Gabriel García Marquez
O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint Exupéry
O Homem que Calculava – Malba Tahan
Dom Casmurro – Machado de Assis
Quincas Borba – Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
Esaú e Jacó – Machado de Assis (leitura parcial)
A Mão e a Luva – Machado de Assis
Viagens de Gulliver – Jonathan Swift
1984 – George Orwell
A Revolução dos Bichos - George Orwell
A Volta ao Mundo em 80 Dias – Julio Verne
O Quinze – Raquel de Queiroz
O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo
O Grande Mentecapto – Fernando Sabino
O Ateneu – Raul Pompéia
O Cortiço – Aluísio Azevedo
Como e por que Ler os Clássicos Universais desde Cedo – Ana Maria Machado
Carlos Drummond de Andrade – Antologia Poética
Os Cem Melhores Poemas do Século XX – Seleção: Ítalo Morriconi
Leituras com meus filhos ( entre tantos outros livros)
20 Mil Léguas Submarinas - Julio Verne**
Viagem ao Centro da Terra - Julio Verne **
** Edições infantis
Sítio do Pica-pau Amarelo – Monteiro Lobato
Polyana Menina – Eleanor Poter
Fábulas de Esopo
Contos dos Irmãos Grimm
Fábulas de La Fontaine
Fábulas de Lenardo da Vinci
Robinson Crusoé – Daniel Defoe
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Teorias da Comunicação - Parte 6: News Making, Gatekeeping, Noticiabilidade
Continuamos falando do Paradigma da Sociedade de Massas, segundo o qual, as pessoas se comportom em blocos, coletivamente, com pouco espaço para a individualidade. E essa uniformidade comportamental é sustentada pela mídia. Mesmo recebendo, com razão, a crítica de ser reducionista, esse paradigma detecta interessantes mecanismos, especialmente, na produção das mensagens. (Você pode acompanhar esse resumo desde o primeiro post no qual explicamos a idéia que nos levou a publicá-lo no contexto da "Proposta da Faternidade na Mídia", e a partir do qual apresentamos as Teorias da Comunicação numa sequência que mescla a ordem cronológica e a evolução dos estudos sobre a mídia, desde os anos 1920/1940).
- NEWSMAKING (criação da notícia). Reúne estudos na área da sociologia das profissões, no caso a jornalística. São pesquisas sobre a cultura profissional do jornalismo. É uma vertente que, embora não seja assumida oficialmente por autores bem definidos, é trabalhada transversalmente por vários teóricos desde 1947 a partir de estudos sobre “GATEKEEPING” desenvolvidos pelo funcionalista Kurt Lewin.
O Gatekeeping (“gatekeeper” é “porteiro” em inglês) seria uma SELEÇÃO “involuntária” (por parte dos jornalistas) DO QUE DEVE OU NÃO TORNAR-SE NOTÍCIA.
Lewin comparou a chegada de notícias enviadas por telégrafo à redação de um grande jornal estadunidense com as que eram publicadas no dia seguinte. Ele observou que os critérios de publicação não eram tão objetivos como se poderia esperar (baseado apenas no atendimento ao público leitor) e dependeriam de fatores difusos ligados à subjetividade dos jornalistas:
Segundo aquela pesquisa, os critérios de publicação seriam:
-Autoridade institucional e eventuais sanções/punições
- Fidelidade e estima aos superiores
- Aspirações à mobilidade social por parte dos profissionais
A reflexão sobre o newsmaking e o gatekeeping levam ao conceito de NOTICIABILIDADE, ou seja, o potencial que determinado fato tem de tornar-se notícia.
Eis alguns CRITÉRIOS DE NOTICIABILIDADE mais freqüentemente indicados por vários autores que tratam do tema:
- Importância (alteração que a notícia pode causar na vida das pessoas)
- Atualidade/Novidade
- Proximidade (do fato em relação ao público)
- Impacto nacional
- Impacto internacional
- Quantidade (de sujeitos/objetos de notícia envolvidos)
- Impacto negativo
- Raridade
- Curiosidade (Ex.: Amus Cummings, editor do New York Sun, disse a célebre frase: “Se um cachorro morde um homem, não é notícia, mas, seu um homem morde um cachorro, é notícia”.
- Interesse específico (para determinado público)
- Condições técnicas de transformação das informações em notícia
Exemplos: 1) um fato importante, mas sem uma imagem impactante, de boa qualidade técnica, pode ter obstáculos para tornar-se uma notícia televisiva;
2) uma notícia, mesmo relevante, que chega à redação em um release mal escrito tem grandes possibilidades de não ser publicada
Poderíamos acrescentar tantos outros critérios, como o de anunciar tendências para o futuro, por exemplo.
De qualquer forma, todos esses critérios estão atrelados ao que a notícia pode agregar comercialmente.
Portanto, VENDER MAIS jornais e aumentar as audiências no rádio, TV e Internet acabam sendo O GRANDE CRITÉRIO DE NOTICIABILIDADE, que engloba todos os outros.
Aprofundando, porém, a reflexão despertada pelos estudos de Lewin, podemos dizer que um forte fator que também influencia na noticiabilidade envolve a cultura profissional dos jornalistas, incluindo desde opiniões e preferências pessoais, até o apoio e proteção a colegas e amigos. No dizer mais técnico de Antonio Holfeldt, um dos autores do livro “Teorias da Comunicação – Conceitos, Escolas e Tendências”: “A cultura profissional [dos jornalistas] é um emaranhado de retóricas e táticas, códigos, estereótipos e símbolos relativos aos meios de comunicação de massa, que criam e mantêm paradigmas profissionais e de auto-imagem”.
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