terça-feira, 29 de junho de 2010

Minhas Leituras

Queridos amigos e amigas,

[Salto a introdução deste post, que pode ser lida em http://migre.me/3R6Uh ]

Segue uma lista de obras lidas, agrupadas por assuntos, a fim de apresentar as áreas de meu interesse, tais quais Teorias da Comunicação, Documentos da Igreja, Literatura Universal, Psicologia, Sociologia e Ciências Sociais, entre outras.

Os números após a descrição das obras indicam os seguintes níveis de envolvimento com a leitura:

1 - Leitura parcial; 2 - Leitura parcial sublinhada; 3 – Leitura parcial sublinhada e com anotações; 4 - Leitura total; 5- Leitura total sublinhada; 6 – Leitura total sublinhada e com anotações; 7 – Leitura parcial meditada; 8 – Leitura total sublinhada e fichada; 9 – Leitura parcial sublinhada e fichada;10 - Leitura total meditada

Segue a lista:

Documentos da Igreja e obras afins

Pacem in Terris3

Rosarium Virginis Mariae 3

Rerum Novarum6

Centesimus annus6

Solicitudo rei socialis6

Laborem Exercens2

Fides et Ratio6

Caritas in veritate 6 (Leitura da versão digital)

Deus caritas est6

Mulieris dignitatem6

Familiaris consortio6

Carta às Famílias (João Paulo II)4

Sexualidade Humana: Verdade e Significado (Pontifício Conselho para a Família) 4

Preparação para o sacramento do matrimônio4

Christifideles laici6

Humanae vitae5

Evangelium vitae6

Donum vitae5

Evangelizar através da beleza – Cardeal Paul Poupard5

Carta do Papa João Paulo II aos Artistas1

Compêndio da Doutrina Social da Igreja3

Intermirifica – Decreto do Concílio Vaticano II sobre as Comunicações Sociais5

Communio et progressio (Comissão Pontifícia dos Meios de Comunicação Social) 5

Ética nas Comunicações Sociais (Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais) 3

Igreja e Internet (Idem) 6

Ética na Internet (idem) 6

Ética na Publicidade (idem) 5

Pornografia e violência nas comunicações sociais (idem) 5

Aetatis novae (idem) 5

Rápido Desenvolvimento – Carta de João Paulo II aos Responsáveis pelas Comunicações Sociais 5

Catecismo da Igreja Católica9(até o número 814, e do 1691 ao 1848, e ainda consultas em outras sessões)

Comunicação Social na Igreja – Documentos fundamentais2 - Dariava Noemi - (Inclusive leitura integral dos discursos dos papas João Paulo II e Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, de 1985 a 2010.

Manual da Campanha da Fraternidade sobre pessoas com deficiência

Manual da Campanha da Fraternidade sobre situação carcerária

Manual da Campanha da Fraternidade sobre segurança pública

Manual da Campanha da Fraternidade Ecumênica com o tema Fraternidade e Economia

Rumo à V Conferência do Celam – Documento de Partcipação5

Escola Social Igino Giordani (Volumes 4,5,6,7 e 8 – A Cultura da Vida)

Questões de Bioética: O valor... da vida humana (Setor Família e Vida da CNBB) 5

Questões de Bioética: Um diálogo sobre a morte... (Setor Família e Vida da CNBB) 5

O Cisma do Século 21 – Debate entre Jürgen Habermas e Joseph Ratzinger (Folha de S. Paulo 24/4/5) sobre a nova ordem política e cultural do Ocidente.

Cruzando o Limiar da Eperança (João Paulo II)

Obras sobre Teorias da Comunicação

(incluindo algumas filosóficas e sociológicas que têm servido de base às teorias de comunicação, como as de Michel Foucault, Gilles Deleuze e Pierre Bordieu; e ainda livros sobre jornalismo e comunicação em geral)

Teorias da Comunicação – Conceitos, escolas e tendências – Holfeldt, Martino, Vera França Vozes6

O que é virtual? – Pierre Lévy – Editora 345

As teorias da comunicação – Roberto Elísio dos Santos – Paulinas6

História das Teorias da Comunicação – Armand e Michelle Mattelart – Loyola8

Teoria da Comunicação de Massa – Luiz Costa Lima (org) – Paz e Terra6 (5ª Ed) - Incluindo alguns dos principais textos clássicos publicados até 1969, data da primeira edição, a saber:

- Indústria Cultural (Theodor Adorno e Max Horkheimer) – lido duas vezes

- A Obra de Arte na Época de sua reprodutibilidade técnica – Walter Benjamim – lido duas vezes e fichado na segunda

- entre outros ensaios clássicos das Teorias da Comunicação dos seguintes autores: Abraha Moles, Paul Lazarsfeld, Robert Merton, David Riesman, Marshall McLuhan, Hebert Marcuse, Edoardo Sanguineti, Jean Baudrillard, Julia Kristeva, Roland Barthes e Erwin Panofsky

Microfísica do Poder – Michel Foucault (Roberto Machado – org) – Graal8

A Cultura da Mídia – Douglas Kellner – USC8

Guy Debord – A Sociedade do Espetáculo – Comentários sobre a cultura do Espetáculo – Contraponto8

Antropológica do Espelho – Muniz Sodré – Vozes8

A Identidade Cultural na Pós-Modernidade – Stuart Hall – DP&A

Da Diáspora (leitura quase total) – Stuart Hall – Org.: Liv Sovik – Humanitas UFMG8

A Sociedade em Rede – Vol 1.: A era da informação – Manuel Castells – Paz e Terra5 (produzi três textos abordando esse livro)

O Cinema e a Invenção da Vida Moderna – Leo Charney e Vanessa Schwartz (Orgs.) Cosacnaify5

(produzi dois textos a abordando este livro)

Sobre a Televisão – Pierre Bordieu – JZE8

A Distinção – Pierre Bordieu – Edusp – Zouk9

Revista Cult – Número temático sobre Pierre Bourdieu – Ago Set 20085

O Mal-estar da Pós-modernidade – Zygmunt Bauman – Zahar8

Cultura Híbridas – Nestor Garcia Canclini – Edusp

Dos Meios às Mediações – Jesús Martín-Barbero- UFRJ6

Sobre a Televisão – Pierre Bordieu JZE6

Brasilidade Televisiva e Ritos Reality de Personalização - Suzana Kilpp e Sonia Montaño, professora e aluna de mestrado na Unisinos (Trabalho sobre os programas BBB e Casa dos Artistas apresentado no XXVIIICongresso Brasileiro de Ciências de Comunicação) 6

Matrix, o Fim do Panóptico – Katia Maciel – ensaio publicado na Revista Lugar Comum: Estudos de Mídia, Cultura e Democracia (ECO – UFRJ) 6.

Cerca de 150 páginas5, 6 e 8 sobre Sound Studies, uma linha recente de estudos que procuram dar conta do impacto cultural e social das tecnologias de som, especialmente, na modernidade, mas também a partir de uma história e de uma “arqueologia” do fenômeno sonoro. Trata-se de uma linha de pesquisa que, além de observar as conseqüências das tecnologias do som, como o walkman e o I Pod, apontam para as questões da saturação do ambiente sonoro na atualidade e da comunicabilidade humana em crise. São textos em inglês de autores como Jonathan Sterne, Rick Altman, Michel Chion, Emily Thompson, Paul Hegart, Patrick Burkat, Andre Millard, Keir Keightley, Will Straw, Michael Bull, Theodor Adorno, e, ainda, da brasileira Simone de Sá (professora da UFF, que se destaca nessa linha de estudos em nosso País).

Não Contem com o Fim do Livro - Umberto Eco e Jean-Claude Carrière (leitura em curso)

Cultura da Convergência2 – Henry Jenkins – Aleph

Conversações Gilles Deleuze – Editora 345

Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem – Marshall McLuhan – Cultrix3

O Controle da Opinão Pública - Nilson Lage – Ipej/Vozes 5

O papel do jornal – Alberto Dines – Summus5

O Rádio Sem Onda – Marcelo Kischinhevsky 6

Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia 6 e 9

Abaixo o nada a declarar: O assessor de imprensa na era da globalização – Boanerges Lopes - Zabelê

Notícia: Um Produto à Venda: Jornalismo na Sociedade Urbana e Industrial – Cremilda Medina – Summus (Leitura fichada)

O Planeta Mídia – Dênis de Moraes – Letra Livre 5

Minha Razão de Viver: Memórias de um Repórter - Samuel Wainer (Biografia) – Record 5

Cobras Criadas - David Nasser e [a Revista] o Cruzeiro – Luiz Maklouf Carvalho - Senac 5

Chatô – Rei do Brasil – Fernando Morais – Companhia das Letras 5

Deus é Inocente, a imprensa, não - Carlos Dorneles (criticando teorias como a do "choque de civilizações")

Muito Além do Jardim Botânicos (estudo sobre o Jornal Nacional) – Carlos Eduardo Lins e Silva - Summus5

Manual de Radiojornalismo – Heródoto Barbeiro e Paulo Lima - Campus 5

Manual de Radiojornalismo Jovem Pan – Maria Elisa Porchat

Manual de redação da Folha de S. Paulo*

Manual de redação de O Globo*

Manual de redação de O Estado de S. Paulo*

*Não tenho mais esses livros, portanto, não lembro exatamente os títulos e outras informações da edição.

Telenovela: história de Produção – R.Ortiz, Silvia Borelli, José Mário O. Ramos - Brasiliense

Obras da área da interpretação sociológica e antropológica da cultura brasileira

O Abolicionismo – Joaquim Nabuco

Os Sertões – Euclides da Cunha

Raízes do Brasil – Sergio Buarque de Holanda

Literatura brasileira e universal, filosofia e mitologia

O Livro de Ouro da Mitologia6(consulto sempre como referência) - Thomas Bulfinch - Ediouro

O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder - Cia das Letras

Introdução à Filosofia –Problemas, Sistemas, Autores, Obras – B.Mondim – Paulinas

O Fenômeno Humano – Theilard de Chardin (Leitura parcial)

A Utopia  - Thomas More

Ilíada – Homero

Odisséia – Homero

Eneida – Virgílio

Dom Quixote – Miguel de Cervantes

Os Lusíadas - Camões

A Divina Comédia – Dante

O Príncipe – Maquiavel

Cem Anos de Solidão – Gabriel García Marquez

O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint Exupéry

O Homem que Calculava – Malba Tahan

Dom Casmurro – Machado de Assis

Quincas Borba – Machado de Assis

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

Esaú e Jacó – Machado de Assis

A Mão e a Luva – Machado de Assis

Viagens de Gulliver – Jonathan Swift

1984 – George Orwell

A Revolução dos Bichos - George Orwell

A Volta ao Mundo em 80 Dias – Julio Verne

O Quinze – Raquel de Queiroz

O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo

O Grande Mentecapto – Fernando Sabino

O Ateneu – Raul Pompéia

O Cortiço – Aluísio Azevedo

Como e por que Ler os Clássicos Universais desde Cedo – Ana Maria Machado

Carlos Drummond de Andrade – Antologia Poética

Os Cem Melhores Poemas do Século XX – Seleção: Ítalo Morriconi

Leituras com meus filhos ( entre tantos outros)

20 Mil Léguas Submarinas - Julio Verne**

Viagem ao Centro da Terra - Julio Verne **

** Edições infantis

Sítio do Pica-pau Amarelo – Monteiro Lobato

Polyana Menina – Eleanor Poter

Fábulas de Esopo

Contos dos Irmãos Grimm

Fábulas de La Fontaine

Fábulas de Lenardo da Vinci

Robinson Crusoé – Daniel Defoe

Cultura da Fraternidade/Editora Cidade Nova/Città Nuova/Movimento dos Focolares

Princípio Esquecido Vol.1 ( 6) Antonio Maria Baggio (org)

Princípio Esquecido 2 (3) Idem

Reflexões para a Vida Pública (6) Idem

Ginetta: Uma Vida pelo Ideal da Unidade 6 - Sandra Ferreira Ribeiro

Il Progetto Net One 6 - Michelle Zanzucchi

Comunicazione e Unità – Congresso 20005 - Lella Siniscalco e Michelle Zanzucchi (Orgs)

Tutta Rivestita di Parola – “70 professionisti dei media leggono um testo di Chiara Lubich” 3 - M.Z (org)

François Neveux 6 Isaline Dutru

Economia de Comunhão – Empresas para um capitalismo transformado (Editora FGV)- 3 Sergio

Proença Leitão e Mario Couto Soares Pinto

Economia de Comunhão – Propostas e Reflexões... 2 - VVAA

Economia de Comunhão – Projeto, Reflexões e Propostas para uma Cultura da Partilha 5 - VVAA

Economia de Comunhão – Uma Cultura... VVAA5

Eles, os excluídos 5 - Costanzo Donegana

Jesus e o uso dos bens5 - Vera Araújo

Não mais pobre entre vós - Gerard Rossé5

Notte della Cultura Europea (Giuseppe Maria Zanghí) 6

Costruire il Sociale (Tomaso Sorgi) 3

Pós-modernidade: ruptura ou revisão? (Coleção Pensar Mundo Unido) 6 - Adriana Rocha

A Economia e o Trabalho (Cadernos de Humanidade Nova)

Rumo a uma Humanidade Renovada (Idem)

Marxismo, Comunismo e Cristianismo (Idem)

Os meios de comunicação social (Idem)

Sociedade da Informação ou da Comunicação?

500 Anos de Evangelizacão 6 Costanzo Donegana e Maria Nieves Tapia

Igino Giordani - Memorie di um Cristiano Ingenuo3

Igino Giordani – Reflexões de um cristão coerente

Igino Giordani – Sinal dos tempos novos

A Clara Luz de Chiara Luce 4 - Michelle Zanzucchi

Anais do Bureau Internacional da EdC (1995) 5 -VVAA

Comunhão e as Novas Palavras em Economia - Luigino Bruni - 6

Economia de Comunhão – Historia e Profecia2 - Chiara Lubich

23 dias no coração da África – livro de Mariele Prévidi e Milena de Araújo sobre Fontem, a cidadezinha-testemunho dos Focolares nos Camarões6

Monografia de pós-graduação de José Antônio Faro sobre a fraternidade na Revista Cidade Nova (leitura com comentário e diálogo com o autor)4

Monografia de Klaus Brüschke abordando questões mercadológicas de editoras católicas -6

Dissertação de mestrado de Cláudio Barbosa (Tasso) sobre a intersubjetividade (Mikhail Bakhtin) na Revista Cidade Nova.

Tese de doutorado de Brandalise sobre a viabilidade de empresas da EdC (com comentários e citação em matéria publicada em Cidade Nova) 6

Dissertação de mestrado de Sandra Ferreira Ribeiro sobre a Ginetta como pessoa carismática (segundo Max Weber) e abordando também a EdC. (com comentários e citação em matéria publicada em Cidade Nova) 6

Dissertação de mestrado de João Manoel Motta sobre a EdC como momento importante do Processo Civilizatório. (com comentários e citação em matéria publicada em Cidade Nova, mais entrevista com autor, também em Cidade Nova) 6

Dissertação de mestrado de Cláudia Herrero Martins sobre a EdC como Alternativa de Gestão Empresarial e Desenvolvimento Social(com comentários e citação em matéria publicada em Cidade Nova) 1

Revista de Cultura Abba – Vol VIII Ano 2005 – n 26 (Especial sobre a EdC)

Abba Vol . I Ano 1998 n 2 - 6

Abba Vol I Ano 1998 n 1

Abba Vol II 1999 n 1 - 3

Abba Vol II 1999 n 2 - 2

Abba Vol IV 2001 n 2 - 6

Abba Vol IV n 3 - 5

Abba Vol V 2002 n 1 - 6

Abba Vol VI 2003 n 2 - 5

Abba Vol VI 2003 n 1 - 5

Abba Vol VI 2003 n 3 - 5

Abba Vol VII 2004 N 1 - 6

Abba Vol VII 2004 N 2 - 6

Abba Vol VII 2005 N 1 - 6

Abba Vol VIII 2005 N 3 - 6

Assim na Terra com na Trindade 5 -Enrique Canbón

I Focolarini Sposati (Rafaella Cardinale) 3

A Família é o Futuro5 Chiaran Lubich

Onde a vida pulsa 1 -Chiara Lubich

Dia Após Dia - Diário e Reflexões de uma Mãe de Família – Ana Maria Zanzucchi - 10

Maria, Modelo Perfeito de Vida Interior 7 Igino Giordani

A Divina Aventura7 - Igino Giordani

Alê, que não parava de perguntar por quê? (Contando e dialogando com meu filho de cinco anos – interessante também para minhas filhas maiores – 9 e 11 – que escutam quando leio para ele)

Consciência e Liberdade4 - Gino Rocca

Matrimônio, Amor e Vida4 - Gino Rocca

Sensação de Medo 6 - Wolfgang Smidbauer

O Céu dentro da Mente - 6 Pascole Ionata

Perdoar cura? 1 -

Cais Nº 10 – Histórias dos 50 Anos dos Focolares no Brasil3 - Aroldo Braga

Orizonti di libertá – dialogo su sessualità... (Raimondo Scotto) 3

A insustentável ausência do pai 6 -Cláudio Risé

A preciosa distância dos filhos -5

Um só é o amor4 -

O mundo desconhecido de nossas crianças5

Operários da Primeira Hora 2

Cadernos Padres da Igreja (O trabalho humano...; Pobreza e Riqueza; Família e Educação; A concórdia e a paz) 6

Um novo Caminho 6 - Chiara Lubich

Ideal e Luz 6 - Chiara Lubich

Escritos Espirituais (4 Volumes – Leitura meditada) - Idem

O Grito5 - Idem

Deus nos Ama6 Pascoale Foresi

Jesus Mestre de Nazaré - Alexander Mien


Obs.: Da Editora, ainda, certamente, tantos outros, como Deus existe, Felizmente; Redenção do Sexo, O Amor tem mil faces 6, Casamento, pra que te quero?, O Amor e a Sexualidade na Bíblia2

Estatutos Gerais da Obra de Maria (1990) 4

Estatutos Gerais da Obra de Maria (2007) 6

Regulamento do Movimento Famílias Novas6

Regolamento della sezione dei Focolarini6


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Direito como Lei divina ou como poder do indivíduo sobre si mesmo?

A partir do fim da Idade Média e do início do Renascimento, tal concepção do Direito [como Lei divina] começa a mudar, acompanhando a "virada antropocêntrica", que afeta todos os campos do saber humano. A Modernidade instaura uma ruptura com a maneira de viver e e de pensar do mundo antigo e medieval,que encontra seu ponto de mutação entre os séculos XVI e XVII. O Direito tende, então, a ser identificado com o domínio (dominium), que, por sua vez, é definido como uma faculdade (facultas) ou um poder (potestas) do sujeito sobre si mesmo e sobre as coisas. Nasce, então, a concepção subjetiva dos direitos naturais, que desvinucla e liberta progressivamente o indivíduo da sujeição a uma ordem natural e divina objetiva e confere-lhe uma dignidade e um poder próprio e original, quase ilimitado, ou melhor, limitado somente pelo poder igualmente próprio e original do outro indivíduo, sob a égide da lei e do contrato social.(Trecho do ensaio "A Fraternidade é uma categoria política", de Giuseppe Tosi, no livro "O Princípio Esquecido", vol.2 (Editora Cidade Nova)

domingo, 20 de junho de 2010

Uma nova mídia só emplaca se mexer com o nosso cotidiano

É interessante quando um livro vai além do próprio conteúdo. É o caso de A Nova Mídia (1997,Zahar, 1998), de Wilson Dizard,consultor de políticas de informação do Departamento de Estado dos EUA - pelo menos na época da publicação do livro. A obra dá conta das mudanças tecnológicas, de mercado, culturais e sociais na mídia. Lógico, falava da situação no final dos anos1990 sem dar tanto relevo,inclusive, à Internet, mas revelava uma dinâmica paradigmática da evolução da economia política dos meios de comunicação na substituição das mídias: uma nova tecnologia midiática emplaca apenas se influenciar práticas culturais, ou seja, se mexer com o cotidiano das pessoas. Aí ganha importância mercadológica, beneficiando os setores/empresas que as desenvolveram, e prejudicando os que não sabem assimilar essa nova mídia. Publicado originalmente em 1997, A Nova Mídia nem mencionou palavras como twitter, facebook ou I pad mas quase profetizou a forma como essas mídias estão revolucionando o mercado, as comunicações e as nossas vidas.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O poema que sustentou Mandela em 27 anos de prisão

Segundo o blog Sobre Vivendo (http://sobre-vivendo.blogspot.com/2010/06/filme-invictus.html), Invictus - que dá nome ao filme de Clint Eastwood sobre a história de como Nelson Mandela uniu brancos e negros da África do Sul por meio do rugby - é um poema do poeta inglês William Ernest Henley (1849-1903), escrito em 1875 e publicado pela primeira vez em 1888.

E as palavras de Invictus foram um dos sustentos de Mandela nos 27 anos de prisão. Pra compartilhar com quem não viu o filme e pra recordar com viu:

Sob o manto da noite que me cobre
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
Por minha alma indomável
Nas garras cruéis das circunstâncias
Não tremo nem me desespero
Golpeado pelo destino
Minha cabeça sangra
Mas não se curva
Além deste lugar de raiva e choro
Paira somente o horror das sombras
Ainda assim, a ameaça do tempo
Vai me encontrar
E deve me achar
Destemido
Não importa se o portão é estreito
Não importa o tambanho do castigo
Sou o senhor do meu destino
Sou o capitão da minha alma

sábado, 12 de junho de 2010

Link de Apresentação da Rede de Comunicadores Net One

Pessoal, este é um vídeo de apresentação da Net One, a Rede de Comunicadores de que participo. Vale a pena conferir!
Abraços!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Machado 1: Euforia financeira no Rio Antigo

Bem-vindos ao meu blog, (improváveis) convidados do twitter e demais amigos que por essa amizade ou interesse pelo assunto chegaram até aqui.

No texto abaixo, do capítulo “Um Eldorado”, de Esaú e Jacó, Machado de Assis descreve a efervescência econômica e financeira do Rio Antigo (de sua época). Quase um poema, o trecho descreve uma nação que começa, como outras, festeja o declínio da tradição (que se quer esquecer, como à escravidão); e saúda a modernidade, que só tinha o nome de progresso, que se deslumbra e se seduz com as maravilhas do mercado, cujas ações adquirem “vida”, “alma”, religiosidade e imortalidade. Mais uma bela lição de como escrever e, um pouco, uma profecia que nos deixa o Bruxo do Cosme Velho. (Aliás, aproveitem para ver no post anterior a poesia que originou esse apelido ao maior escritor brasileiro, com uma pequena introdução - perdoem-me, pois é do Wikipedia; mas é coerente e aparentemente confiável)

Com vocês, afinal, o texto prometido:

“A capital oferecia aos recém-chegados um espetáculo magnífico. Vivia-se dos restos daquele deslumbramento e agitação, epopéia de ouro da cidade e do mundo, porque a impressão total é que o mundo inteiro era assim mesmo. Certo, não lhe esqueceste o nome, encilhamento, a grande quadra das empresas e companhias de toda espécie. Quem não viu aquilo não viu nada. Cascatas de idéias, de invenções, de concessões rolavam todos os dias, sonoras e vistosas para se fazerem contos de réis, centenas de contos, milhares, milhares de milhares, milhares de milhares de milhares de contos de réis. Todos os papéis, aliás ações, saíam frescos e eternos do prelo. Eram estradas de ferro, bancos , fábricas, minas, estaleiros, navegação , edificação, exportação , importação, ensaques, empréstimos, todas as uniões , todas a regiões, tudo o que esses nomes comportam e mais o que esqueceram. Tudo andava nas ruas e praças, com estatutos, organizadores e listas. Letras grandes enchiam as folhas públicas, os títulos sucediam-se, sem que se repetissem, raro morria, e só morria o que era frouxo, mas a princípio não era frouxo. Cada ação trazia vida intensa e liberal alguma vez imortal, que se multiplicava daquela outra vida com que a alma acolhe as religiões novas. Nasciam as nações a preço alto, mais numerosas que as antigas crias da escravidão, e com dividendos infinitos”.

Machado 2: Por que Bruxo do Cosme Velho?

Bruxo do Cosme Velho é um epíteto consagrado a Machado de Assis. O termo ganhou força no meio literário quando Carlos Drummond de Andrade publicou o poema: "A um bruxo, com amor", no qual o poeta fez referência à casa (número 18) da rua Cosme Velho, situada no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro, onde morou Machado de Assis. O poema toma a casa como ponto de partida, como um passaporte para a proximidade com Machado, e, a partir daí, faz um "passeio" pela obra do autor, do geral ao particular, sem, para tanto, manifestar uma loa ao homenageado, mas uma admiração profunda e respeitosa ao "bruxo".

ÍNTEGRA:

A UM BRUXO, COM AMOR

Em certa casa da Rua Cosme Velho
(que se abre no vazio)
venho visitar-te; e me recebes
na sala trajestada com simplicidade
onde pensamentos idos e vividos
perdem o amarelo
de novo interrogando o céu e a noite.

Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro.
Daí esse cansaço nos gestos e, filtrada,
uma luz que não vem de parte alguma
pois todos os castiçais
estão apagados.

Contas a meia voz
maneiras de amar e de compor os ministérios
e deitá-los abaixo, entre malinas
e bruxelas.
Conheces a fundo
a geologia moral dos Lobo Neves
e essa espécie de olhos derramados
que não foram feitos para ciumentos.

E ficas mirando o ratinho meio cadáver
com a polida, minuciosa curiosidade
de quem saboreia por tabela
o prazer de Fortunato, vivisseccionista amador.
Olhas para a guerra, o murro, a facada
como para uma simples quebra da monotonia universal
e tens no rosto antigo
uma expressão a que não acho nome certo
(das sensações do mundo a mais sutil):
volúpia do aborrecimento?
ou, grande lascivo, do nada?

O vento que rola do Silvestre leva o diálogo,
e o mesmo som do relógio, lento, igual e seco,
tal um pigarro que parece vir do tempo da Stoltz e do gabinete Paraná,
mostra que os homens morreram.
A terra está nua deles.
Contudo, em longe recanto,
a ramagem começa a sussurar alguma coisa
que não se estende logo
a parece a canção das manhãs novas.
Bem a distingo, ronda clara:
É Flora,
com olhos dotados de um mover particular
ente mavioso e pensativo;
Marcela, a rir com expressão cândida (e outra coisa);
Virgília,
cujos olhos dão a sensação singular de luz úmida;
Mariana, que os tem redondos e namorados;
e Sancha, de olhos intimativos;
e os grandes, de Capitu, abertos como a vaga do mar lá fora,
o mar que fala a mesma linguagem
obscura e nova de D. Severina
e das chinelinhas de alcova de Conceição.
A todas decifrastes íris e braços
e delas disseste a razão última e refolhada
moça, flor mulher flor
canção de mulher nova...
E ao pé dessa música dissimulas (ou insinuas, quem sabe)
o turvo grunhir dos porcos, troça concentrada e filosófica
entre loucos que riem de ser loucos
e os que vão à Rua da Misericórdia e não a encontram.
O eflúvio da manhã,
quem o pede ao crepúsculo da tarde?
Uma presença, o clarineta,
vai pé ante pé procurar o remédio,
mas haverá remédio para existir
senão existir?
E, para os dias mais ásperos, além
da cocaína moral dos bons livros?
Que crime cometemos além de viver
e porventura o de amar
não se sabe a quem, mas amar?

Todos os cemitérios se parecem,
e não pousas em nenhum deles, mas onde a dúvida
apalpa o mármore da verdade, a descobrir
a fenda necessária;
onde o diabo joga dama com o destino,
estás sempre aí, bruxo alusivo e zombeteiro,
que resolves em mim tantos enigmas.

Um som remoto e brando
rompe em meio a embriões e ruínas,
eternas exéquias e aleluias eternas,
e chega ao despistamento de teu pencenê.
O estribeiro Oblivion
bate à porta e chama ao espetáculo
promovido para divertir o planeta Saturno.
Dás volta à chave,
envolves-te na capa,
e qual novo Ariel, sem mais resposta,
sais pela janela, dissolves-te no ar.



Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond