Bem-Vindo (a)! Este é o post inaugural do Blog Releituras. Criei um blog para poder postar textos (meus) maiores no twitter. Tinha entrado no twitter para compartilhar minhas leituras e me comunicar com pessoas especiais como você - da forma como configurei o blog, acho que não vão chegar até ele muito mais pessoas do que os meus por enquanto 12 seguidores do twitter, se é que algum deles virá.
Tanto pensei para o twitter este texto inaugural (citações do livro "Dos Meios às Mediações", de Jesús Martin-Barbero), que o fiz com trechos de até 140 toques.
Mas depois achei que talvez seria uma agressão muito grande à linguagem "twitterária" postar um texto enorme em dezenas de tweets e, então, resolvi colocar o texto todo apenas aqui mesmo no Blog, mandando para o twitter apenas umas frases que achei mais belas.
Então, aí vai. Abraço a todos!
A leitura de“Dos Meios às Mediações”,de Jesus Martín-Barbero,chega ao ápice.Finalmente, a crítica, sempre respeitosa, à Escola de Frankfurt:
“As histórias dos meios de comunicação continuam (...) dedicadas a estudar a ‘estrutura econômica’ ou o ‘ conteúdo ideológico’...
...dos MEIOS, sem se propor minimamente ao estudo das MEDIAÇÕES (...).
Jesús Martín-Barbero critica a visão segundo à qual os MEIOS...
... “são reduzidos a meros instrumentos passivos nas mãos de uma classe dotada de quase tanta autonomia quanto um sujeito kantiano”.
“(...) duas etapas bem diferentes no processo de implantação dos MEIOS e constituição do massivo na América Latina. Uma primeira...”
...,de 1930 a 1950, apresenta os MEIOS com galvanizadores, “porta-vozes da interpelação que a partir do populismo convertia as massas em...
... povo e o povo em nação”, nos nossos países que viviam a “crise da hegemonia, o parto da nacionalidade e a entrada na modernidade”
Na segunda, a partir dos anos 1960, “os meios são desviados de sua função política” e “o dispositivo econômico se apodera deles”.
“A ideologia se torna [então] informadora de um discurso de massa” para “fazer os pobres sonharem [pela mídia] o mesmo sonho que os ricos”.
Na primeira etapa, “...a expressão mais (...) visceralmente popular-massiva do latino-americano: o cinema mexicano”
“No cinema esse público viu a possibilidde de experimentar, adotar novos hábitos e ver reiterados (e dramatizados com as vozes...
...que gostaria de ter e ouvir) códigos de costume. Não se ia ao cinema para sonhar; ia-se para aprender.
“Através dos estilos dos artistas ou dos gêneros da moda, o público foi se RECONHECENDO e TRANSFORMANDO, APAZIGUOU-SE...
...RESIGNOU-SE, e SE UFANOU secretamente”. (...) O cinema vai ligar-se à fome das massas por se fazerem visíveis socialmente”
(...), “dando imagem e voz à ‘identidade nacional’. “(...) As pessoas vão ao cinema para se ver, numa seqüência de imagens que...
...mais do que argumentos, lhes entrega gestos, rostos, modos de falar e caminhar, paisagens, cores.
Ao permitir que o povo se veja, o cinema o nacionaliza.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
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Eu não podia deixar de ser a primeira a comentar o post inaugural do seu blog. Um grande leitor, como vc, precisa mesmo escrever, mostrar sua leitura única, particular, de uma obra. Por isso o nome escolhido - Releituras - tem tudo a ver. Parabéns e continue lendo e relendo seus livros aqui, com a gente.
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