sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O desafio do futuro já presente: Refletindo com Z. Bauman, M. Castells e M. Foucault

Já estamos no futuro. Tal impressão não é rara. A publicidade frequentemente atribui essa vantagem a muitos produtos. E o acesso a bens tecnológicos sempre mais surpreendentes chega a nos convencer que é verdade. Existe de fato uma parcela da população mundial que, embora pequena, dispõe de tudo que desde os antigos gregos a humanidade sonhou e desenvolveu. E muitos de nós, em maior ou menor grau, talvez estejamos incluídos nesse grupo. O sociólogo polonês Zigmunt Bauman (O Mal-estar da Pós-Modernidade, Zahar, 1998) lembra que com a era moderna o ser humano “ganhou alguma coisa mas perdeu em troca alguma coisa”. Inadiável “o dever de casa” de descobrirmos o que fazer e para onde caminharmos após essas perdas e ganhos da modernidade.

Foi essa mesma modernidade que consolidou um domínio bastante significativo do homem sobre a natureza. Esse domínio ficou cada vez mais patente a partir da virada do século XIX para o XX. O projeto da modernidade previa, em linhas muito gerais, que seríamos felizes nos emancipando da religião e da tentação do poder; nos sustentaríamos eticamente e socialmente pelos ideais da liberdade, igualdade e fraternidade; e usufruiríamos das coisas boas da vida ancorados na cultura, na ciência e na tecnologia; tudo isso baseado e impulsionado pelo progresso e pelo crescimento da riqueza econômica.

Embora haja estudiosos afirmando que alguns cantos do mundo já entram na pós-modernidade, a única coisa de que podemos ter certeza é que o projeto moderno atingiu, para o bem e para o mal, os patamares extremos de suas possibilidades. É esse o quadro descrito no livro “A Sociedade em Rede” (Paz e Terra), do espanhol Manuel Castells, sociólogo e professor da Universidade de Berkley (EUA), que pode ser bastante útil na tarefa de nos situarmos e buscarmos o sentido de nossas vidas nesse nosso “admirável mundo novo”.

A tese de “A Sociedade em Rede” é que existe um novo “modo de desenvolvimento” dentro do já secular “modo de produção” capitalista. Trata-se do “informacionalismo”, ou seja, a produção econômica potencializada vertiginosamente pela informação e pelo conhecimento. A tecnologia é a ferramenta fundamental do informacionalismo. Seu domínio condiciona decisivamente a relação de poder entre os países. Na sua vertente informática, a tecnologia dinamiza todos os processos produtivos, desde as máquinas até a administração. Aliada às comunicações sociais, Internet à frente, a tecnologia provoca uma revolução cultural.

Todas essas mudanças configuram a “sociedade em rede”, na qual, em nível econômico, diminui a importância do modelo fordista/taylorista de produção em série e forte hierarquia vertical, com centros de comando e produção muito fixos e permanentes, o que se reflete também nas relações sociais.

E o nosso dia-a-dia de pessoas comuns, o que tem a ver com isso? É que essa sociedade funciona “em rede” não só no aspecto produtivo. A própria vida das pessoas passa a ser “em rede”. É o princípio da Internet, que surgiu como ferramenta militar de comunicação na década de 60, nos EUA, para ser uma rede que não pudesse ser destruída pela extinta URSS, já que não possuía um nó central de comando do qual o todo dependesse. Destruído um nó, a rede continuaria a funcionar a partir dos demais nós da rede. Em nossa sociedade, cada empresa, cada país, cada cidade, cada pessoa é um nó dessa rede. Os nós estão sempre ligados, mas são autônomos, independentes e, no final das contas, solitários.

Castells demonstra que a tecnologia e o mercado imprimem as mudanças características da sociedade em rede nos mais diferentes aspectos da nossa vida. A influência do tempo sobre nosso dia-a-dia se transforma profundamente devido à evolução dos transportes e das comunicações, configurando um tempo “atemporal. O espaço, no qual “tudo flui” – veículos, pessoas, mercadorias - se torna um espaço “de fluxos”. A família e a sexualidade também são afetadas na medida em que nelas se infiltra a fragmentação, a competição e a disputa típicas de todas as relações na sociedade em rede. E até mesmo a nossa relação com a morte é modificada ao passo que pelo avanço da medicina já se consegue adiar cada vez mais eficazmente o próprio fim da vida.

Importante nas relações pessoais da sociedade em rede é a questão do exercício do poder. Mesmo se as relações formais de hierarquia ficam relativizadas, o estado permanece como base do exercício do poder, possuindo a prerrogativa da violência institucionalizada (as guerras na política externa, e a repressão na política interna). Predomina também, no entanto, o que Michel Foucault chama de “microfísica do poder”, um poder disperso em instituições e organizações fechando as pessoas “numa estrutura rigorosa de deveres formais e agressões informais”.

Contraponto desse caráter repressor da sociedade em rede pode ser a indicação de Castells de que “nossas sociedades estão cada vez mais estruturadas em uma oposição bipolar entre a Rede e o Ser”. Embora a rede (sociedade) se imponha sobre o ser (indivíduo), “devemos nos lembrar de que a busca de identidade [pelo indivíduo] é tão poderosa quanto a transformação econômica e tecnológica (...)”, como diz o autor. Aqui refletimos sobre o fato de que a autêntica “busca de identidade” ocorre num processo comunitário. E identificamos a busca da identidade como busca do sentido da vida. Arriscamos dizer que Castells pareceria colocar seu livro a serviço dessa busca quando afirma a existência de um “poder libertador da identidade”, enquanto sustenta que “observar, analisar e teorizar é um modo de ajudar a construir um mundo diferente e melhor”.

A busca da própria identidade e do sentido para a vida, dentro de processo comunitário parece, nessa linha de raciocínio, grande motivação para teorizar sobre nossa sociedade em rede. É necessário que o esforço de teorizar esteja aliado à sua utilidade para a vida de todas as pessoas. No caso da nossa vida (pós?) moderna, a teoria é válida para desvendar os mecanismos que enfraquecem o “ser” em sua relação com o que há de dominador na “rede”. A busca de sentido para a vida, agora vinculada não mais ao consumo, ao lucro e à produção, mas ao bem da comunidade – e portanto, ao bem de cada pessoa – parece-nos a escolha que afasta os medos e potencializa as vantagens da sociedade em rede.

Assim, e só assim, a impressão de estar no futuro não é mais a desilusão com progressos tecnológicos que, mesmo eficazes, muitas vezes não geram felicidade; o “futuro-já-presente” não lembra mais, por exemplo, os medos da crise financeira mundial, do fim do (meu, do seu, do nosso) emprego. Ao contrário, a alegria das conquistas humanas pode ser partilhada, mais cedo ou mais tarde, direta ou indiretamente, com as demais pessoas, que passam à nossa frente neste momento ou que enfrentam situações difíceis nos mais remotos cantos do planeta. E essa é uma tarefa e um caminho que pode, aliás, urge começar agora.











segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Primeira Reunião do Grupo Frat&Mídia


Agentes de comunicação debatem fraternidade na mídia*



Grupo vai se reunir mensalmente
                                                                                                                                  (Valter Hugo Muniz)

Na tarde de sábado do dia 01 de abril de 2006, reuniu-se na capital paulista um grupo de agentes de comunicação (profissionais e estudantes) com o objetivo de compartilhar experiências e estudos no campo da comunicação, com foco na fraternidade. Não foi a primeira vez que um grupo reuniu-se em São Paulo com esse objetivo mas a meta é, a partir desse último encontro, manter a periodicidade mensal.

Onze foi o número dos participantes, dos quais seis eram estudantes universitários. O dado é importante pois demonstra a expectativa dos jovens e pode garantir futuro para a iniciativa.

A partir de uma reflexão sobre a relação entre mídia e fraternidade (a fraternidade universal, ensinamento central do cristianismo), foi feita uma profunda partilha de experiências vividas no trabalho e na universidades.

O estudante Bruno R. C. de Oliveira (Publicidade-Casper Líbero) falou sobre o relativismo ético na universidade, na qual vários colegas perdem, muitas vezes, o sentido do bem e do mal. “A ética é subjetiva”, teria dito uma colega de Bruno. O estudante possibilitou também uma reflexão sobre a função do marketing e da publicidade ao citar a promoção Mc Lanche Feliz (Mc Donalds), que destina recursos a crianças com câncer.

Foi a deixa para o publicitário Carlos Ristow (proprietário da empresa de comunicação Aquacom) fazer uma interessante análise sobre o “marketing de causa”. Até que ponto esse tipo de marketing tem uma função de autêntica responsabilidade social? Carlos entende que, muitas vezes, ocorre realmente essa função. É o caso do Mc Lanche, na opinião dele.

Com uma das intervenções de Thiago Borges, que estuda jornalismo na Casper Líbero, ficou evidenciada a importância do estudo da teoria da comunicação, para poder fazer uma leitura crítica da mídia.

Já o estudante de jornalismo Valter Hugo Muniz, da PUC, fez algumas ressalvas sobre o estudo de teoria da comunicação. Valter, que passou um mês na Indonésia prestando socorro às viítimas do Tsunami, disse que, muitas vezes a teoria, mesmo se oferece uma visão crítica da mídia – o que é importante - não aponta caminhos para que os meios de comunicação contribuam para o bem comum.

A produtora Aline Muniz (TV Cultura) falou sobre a experiência que teve ao trabalhar num programa de auditório que na opinião dela não dava uma contribuição positiva ao telespectador. Ela, no entanto, valorizou o contato com as pessoas que iam ao estúdio para formar a platéia, pessoas carentes, que ela pôde conhecer melhor.

Os quatro, juntamente com os demais participantes, manifestaram a satisfação de terem um “espaço de fraternidade”, para partilharem suas idéias e experiências profissionais e, assim, se ajudarem na difícil tarefa de viverem como comunicadores e, ainda, tentar levar à fraternidade à mídia.

Ficou evidenciada no encontro a necessidade do aprofundamento teórico e doutrinal sobre a fraternidade aplicada à mídia; a importância do conhecimento da trajetória e da história da NetOne (rede de comunicadores pela fraternidade), com seus textos básicos – já há quatro livros publicados em italiano dos quais trechos poderiam ser estudados com o auxílio de traduções; a importância do contato entre os comunicadores; a urgência do aperfeiçoamento desse contato via internet.

O próximo encontro está marcado para o dia 6 de maio, sábado, às 15h30. O endereço é Av. Aratãs, 1609 – Indianápolis-SP-SP. Telefone: (11) 5055-0607. Os encontros se repetirão sempre aos primeiros sábados de cada mês. O convite é feito, especialmente, é claro, para os que residem e/ou trabalham na região metorpolitana de São Paulo. Mas todos os que estão recebendo este e-mail nos dariam uma grande alegria ao comparecer.

Participantes:

Aline Muniz (Produtora - TV Cultura)

Daniel Fazza (Jornalismo-USP)

Regina Duarte (Locutora free-lancer)
Vitor Reis (Multimeios-PUC-SP)

Bruno R. C. de Oliveira (Publicidade-Casper Líbero)

Valter Hugo Muniz (Jornalismo – PUC)

Marcello Benites (Jornalista-Cidade Nova)

Luciana Collet (Jornalista-Gazeta Mercantil)

Luiz Paulo (Cinema-USP)

Thiago Borges (Jornalismo-Casper Líbero)

Carlos Ristow - (Aquacom Comunicação Responsável)

*Esta notícia foi enviada ainda num esquema de “responder a todos” pelo hotmail na segunda quinzena de abril de 2006. O Google group surgiu após o Congresso nacional Net One.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

RELEASE DO LIVRO "PESSOAS QUE FAZEM A ECONOMIA DE COMUNHÃO"

LIVRO-REPORTAGEM CONTA HISTÓRIAS DE SUPERAÇÃO DA POBREZA


Uma grande reportagem que narra a história de pessoas em necessidade, empresários e estudiosos que enfrentam fraternalmente o problema da pobreza, num projeto orgânico que envolve cerca de 7 mil famílias, aproximadamente 750 empresas e já resultou em mais de 280 monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Trata-se do livro Pessoas que fazem a Economia de Comunhão (Editora Cidade Nova, 2009), do jornalista Marcello Riella Benites.

A Economia de Comunhão (EdC), como o próprio livro define, “é uma proposta de fraternidade* e comunhão vivida no setor econômico que procura superar o clássico conflito entre capital e trabalho”. As empresas envolvidas não são filantrópicas. Elas atuam normalmente no mercado, produzindo lucros que são destinados em parte aos pobres. Fundada em 1991, no Brasil, a EdC demonstrou ser uma alternativa real às injustiças do capitalismo e já está presente nos cinco continentes.

“A idéia do livro surgiu num Congresso da EdC há alguns anos, justamente após ouvirmos tantos depoimentos daqueles que acreditaram no Projeto e se comprometeram com ele”, afirma o editor Klaus Brüschke. O livro traz histórias como a da empresária paulista Ercília Teixeira Fiorelli que, durante um engarrafamento em frente a uma favela, vendo crianças na lama, tomou a decisão de dedicar-se inteiramente a uma das empresas pioneiras da EdC.

E o diferencial da Economia de Comunhão aparece ainda mais nitidamente na experiência da enfermeira Maria José Faustino Silva, de Maceió. Após enfrentar a extrema pobreza e começar a participar da EdC, ela afirmou: “Alguns dão sua contribuição em dinheiro e eu contribuo com as minhas necessidades”. Sempre numa relação de fraterna reciprocidade, aplicando os recursos recebidos para suas demandas básicas e para estudar, Maria José se formou e conseguiu emprego.

“Responsabilidade, fraternidade, igualdade entre quem dá e quem recebe recursos materiais, dignidade de todos. Esses são alguns dos principais diferenciais da EdC”, explica Benites. O livro “Pessoas que fazem a Economia de Comunhão”, foi escrito com base em mais de 50 entrevistas com pessoas de 26 cidades das cinco regiões brasileiras.

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* Fraternidade aqui entendida também como "princípio esquecido" da tríade da Revolução Francesa que pautou a modernidade (Liberdade, Igualdade, Fraternidade), e que vem sendo resgatada conceitualmente nas ciências humanas (O Princípio Esquecido, Vols. 1 e 2; Org.: Antonio Maria Baggio,  Editora Cidade Nova, 2007, 2009)

Ficha técnica

Livro: Pessoas que fazem


a Economia de Comunhão

Autor: Marcello Riella Benites

Formato: 14cmX21cm

Nº de págs: 184

ISBN: 978-85-89736-80-0

Preço: R$ 29,00

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Artigo do Valor Econômico sobre o livro Economia Civil,de Stefano Zamagni

Bem-estar: Estímulos para um sistema que valorize a felicidade como virtude social.

Por Edson Pinto de Almeida, para o Valor, de São Paulo

24/08/2010

"Economia Civil - Eficiência, Equidade, Felicidade Pública"

Luigino Bruni e Stefano Zamagni. Tradução de Durval Cordas. Cidade Nova. 287 páginas, R$ 59,00

Uma bolsa de valores dedicada exclusivamente ao terceiro setor. A expectativa de que essa proposta seja concretizada em 2011, caso tenha aprovação do Banco Central italiano, é de um de seus idealizadores,Stefano Zamagni, professor de economia da Universidade de Bolonha. Ele é autor de vários livros e pregador incansável da "economia do altruísmo", ou "economia civil", como diz o título de sua obra mais recente, em parceria com o professor Luigino Bruni, da Universidade de Milão. Para o lançamento no Brasil, Zamagni fez uma palestra sobre o tema na Bienal do Livro, onde falou com exclusividade para o Valor.

A bolsa social, segundo Zamagni, não terá finalidade especulativa, mas servirá como fonte de recursos para organizações sociais, cooperativas e associações. Essas entidades do terceiro setor, que precisam de capital para seu desenvolvimento, pagariam no máximo 5% de dividendos ao ano. "O lucro deverá ser reinvestido exclusivamente em atividades com fins sociais."

Abrir espaço para novas formas de equacionamento financeiro é mais um passo dessa corrente de pensamento que pretende "humanizar" o mercado. Suas origens remontam ao Quatrocentto italiano, com as organizações econômicas do início do Renascimento. A intenção é ganhar visibilidade e encontrar eco num momento de crise do atual modelo econômico.

Como explica Ricardo Abramovay, professor de economia da FEA-USP, no prefácio do livro, "a economia civil se insurge contra o mito de que a esfera dos interesses econômicos pouco tem a ver com a do civismo, da qualidade dos vínculos sociais entre os cidadãos". Zamagni aponta a escola neoclássica como principal responsável por essa separação, pois consolida a visão utilitarista do economista inglês Jeremy Bentham (1748-1832). A doutrina do utilitarismo vê a conduta humana movida apenas pelo egoísmo e pela busca da felicidade. Zamagni faz distinção entre felicidade, como virtude social, porque é algo subjetivo e depende do relacionamento com outras pessoas, da visão utilitarista - no sentido de vantagem ou prazer de possuir alguma coisa. "É possível maximizar a utilidade de alguma coisa sem depender de outro, mas é impossível ser feliz sozinho."

Para Zamagni, houve um movimento reducionista, que empobreceu a economia contemporânea. "Nos últimos 30 anos, a autossuficiência da economia foi marcada pela globalização e pela terceira revolução industrial. A filosofia do individualismo destruiu a economia civil. Os economistas passaram a pensar que a ciência econômica e a ética são coisas excludentes."

Zamagni mostra em seu livro que é preciso haver uma nova convergência da economia no âmbito das ciências sociais. A economia civil, explica, é uma alternativa, "não uma terceira via", ao neoliberalismo e ao socialismo. E pretende romper com a visão polarizada que existe hoje em relação ao mercado. Segundo ele, de um lado estão os que afirmam que o mercado gera riquezas, atua pelo bem comum e representa a sociedade civil. Qualquer interferência é danosa. De outro, estão os que enxergam no mercado um local de exploração de domínio do mais fraco pelo mais forte. A economia civil de Zamagni e Bruni acabaria - é a proposta deles - com o dualismo entre o equilíbrio mágico da eficiência do mercado e a ação reparadora do Estado para redistribuir a riqueza. "As recentes crises financeiras mostraram os limites da autossuficiência do mercado."

Sua visão é crítica em relação aos dois pólos de pensamento. "A economia de mercado do neoliberalismo não é liberal, porque afirma somente um tipo de empresa." Daí, a necessidade de criação da bolsa social como mecanismo de inclusão das empresas do terceiro setor. Sobre a outra
ponta, Zamagni afirma que Marx nunca foi entendido pelos marxistas, nem pregou a revolução. "Quem a fez foi Lenin. Marx via o socialismo como uma evolução posterior da fase de acumulação do capital." O economista italiano desenha um triângulo para explicar que Estado, mercado e sociedade civil devem agir de forma integrada. "São instâncias que interagem. O Estado precisa ser forte em alguns momentos e, em outros, deve retirar-se, para que a sociedade civil se desenvolva." Zamagni defende a aplicação do princípio da subsidiariedade, como na União Europeia, segundo o qual, a instância mais alta (Estado) não deve fazer o que a instância local (comunidade) pode fazer.

A economia civil inclui as empresas do terceiro setor na vida econômica e não as vê como uma atividade paralela. O que o livro de Zamagni e Bruni propõe é quebrar a lógica dos dois tempos: antes, as empresas produzem; depois o Estado cuida do social. "É preciso agir também no momento da produção da riqueza. Nas condições atuais, atuar apenas na redistribuição é demasiado tarde. Por conseguinte, o que se exige da empresa é tornar-se 'social' na normalidade de sua atividade econômica." Em outras palavras, trazer valores éticos para o desenvolvimento sustentável é mais do que uma estratégia de marketing. "É preciso resgatar o sentido de fraternidade da Revolução Francesa, que foi abandonado, e entender que o capitalismo não vai conseguir oferecer emprego para todo mundo e tampouco trazer reconhecimento pessoal e reduzir as desigualdades", diz Zamagni.

A economia civil advoga mais tempo livre para se alcançar a felicidade. A organização atual da sociedade, segundo Zamagni, insiste em reduzir o tempo livre, "por ver no consumo a atividade econômica por excelência". Esquece, assim, a satisfação encontrada em atividades compartilhadas com outras pessoas. Valendo-se do pensamento de Aristóteles, Zamagni entende que a riqueza em si não produz mais felicidade, a não ser que seja um meio para se alcançar uma finalidade útil. A sociedade de consumo, de acordo com estudos apresentados no livro, faz da busca pela felicidade uma corrida na esteira rolante. Quanto mais ricos ficamos, mais exigimos e ocupamos tempo para ter mais, abrindo mão da saúde e da família. Em resumo: corremos cada vez mais rápido para não sairmos do mesmo lugar.


terça-feira, 27 de julho de 2010

“Não contem com o fim do livro”, obra de Umberto Eco e Jean- Claude Carrière

Amigos vindos do twitter ou de outros lugares da web, aí está o texto da orelha da obra "Não contem com o fim do livro" (Record), diálogo entre o semiólogo italiano Umberto Eco e o dramaturgo francês Jean Claude-Carrière. Vale lembrar que é uma orelha de livro que claro, simplifica pra vender. Outra coisa que penso: comprar e ler um livro assim trata-se de buscar conhecimento ou de tomar uma posição? Ah! Fui olhar no meu velho Aurélio (de papel!). "Incunábulo", que vocês vão encontrar abaixo: "Diz-se do livro impresso até o ano de 1500".

Abraço a todos, Com vocês, o texto:

Do papiro ao arquivo eletrônico, Umberto Eco e Jean-Claude Carrière atravessam 5 mil anos de  história do livro em uma discussão erudita e bem-humorada, sábia e subjetiva, dialética e anedótica, curiosa e de bom gosto.

Na conversa entre os autores, intermediada pelo jornalista Jean-Philippe de Tonnac, a intenção não é apenas entender as transformações anunciadas pela adoção do livro eletrônico, mas dar início a um dabate instigante e atual a partir da premissa de que a história dos livros e o amor a eles os salvarão do desaparecimento.

A experiência de bibliófilos - colecionadores de exemplares antigos e raros, pesquisadores e farejadores de incunábulos - os faz considerar o livro, como a roda, uma invenção perfeita e insuperável. O livro aparece aqui como uma instituição sólida, anatômica e funcionalmente adequada que as revoluções tencológicas, anunicadas ou temidas, não extrerminarão.

Os autores se divertem ao mostar como livro atravessou a história da humanidade, contribuindo para o melhor e às vezes para o pior. Eco reuniu uma coleção de livros raríssimos sobre o erro humano, na medida em que, para o autor, eles condicionam toda tentativa de fundar uma teoria da verdade. Diante do desafio representado pela digialização universal dos escritos e da adoção das novas ferramentas de leitura eletrônica, essa evocação de venturas e desventuras do livro permite relativizar as mudanças que estão por vir.

Homenagem divertida a Gutemberg, essas conversas irão arrebatar todos os leitores e apaixonados pelo objeto livro. E não é impossível que também alimentem nostalgia  nos dententores de e-books.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

As redes sociais integram e fragmentam?

Queridos,
Certamente, o texto abaixo não obedece a regras de concisão da era da twitteratura. Mas trata-se de um interessante debate - no e-group em que se realizou, costumo chamar debates de "discussões-diálogo" - entre comunicadores que procuram refletir e atuar a "Proposta da Fraternidade na Mídia", fraternidade, aqui, também como um dos princípios da Revolução Francesa (Liberdade, Igualdade, Fraternidade), aliás um "princípio esquecido", que tentamos resgatar. Falamos sobre a utilidade das redes sociais para fomentar a solidariedade mas também do seu possível caráter "fragmentário" que dificultaria uma "comunicação verdadeira". Convido-os a, pacientemente,  SE DIRIGEREM com a barra de rolamento para início da discussão NO PÉ DA DO TEXTO.
Abraços!

De:  Eduardo Cordeiro ()
Enviada: quarta-feira, 7 de julho de 2010 12:15:43
Para:  'Marcello Riella Benites' ()
Cc:  'Mariele Previdi - Attuale Comunicação' ()


E ai, Marcello!

(mando c/c para a Mariele)

Obrigado pelo email.  Alguns elementos que me fizeram refletir...

•         Todos estão cheios de coisas pra fazer. Muitos nem têm lido emails (ao menos aqui na minha região é assim).



O meu sentimento é que precisamos, definitivamente, promover encontro ‘presenciais’. Acho que as ferramentas online têm um poder incrível de ‘manter’ o contato estabelecido presencialmente. Mas ainda não têm a habilidade de ‘criar’ relacionamentos profundos à partir do virtual. Até pode ser, mas é muito mais difícil.

Note que o grupo que viajou para Roma está, na sua maioria, ativo. Coincidência? A experiência que vivemos ali foi muito profunda... E precisamos realmente repeti-la, quem sabe num molde diferente, aqui no Brasil.

O que achas?


Volo

De: Marcello Riella Benites [mailto:]
Enviada em: quarta-feira, 7 de julho de 2010 09:14
Para:
Assunto: Tempo perdido?

          Querido Klaus,
Que tal retomarmos a "discussão-diálogo" sobre as redes sociais?
Indago sobre a sugestão-possibilidade de caminharem juntas, tanto a minha proposta fraterno-crítico-reflexiva quanto a de Cibele e Klaus, fraterno-pragmático-entusiasta. É possível, emprestando a reflexão de Umberto Eco, aos "fratercomunicadores" (ainda hesito em usar esse neologismo criado entre nós) "apocalípticos" dialogar com seus "frater" "integrados"? Um parênteses: perdão, se aqui nos enquadro no sistema estruturalista de oposição binária, limitado, mesmo se interessante, de Umberto Eco, até mesmo para que o questionemos.
Vejam que a questão é séria. Pergunto sobre a possibilidade de dialogarmos - nós formados na fraternidade segundo a proposta do Movimento dos Focolares (www.focolare.org)! - sobre uma questão específica,  laica; e produzirmos a partir daí um pensamento-comunhão que contribua ao bem comum da sociedade e a uma nova visão de determinado aspecto do amplo fenômeno midiático.

Reitero que foi essa, penso, a proposta inicial de Mariana, que pego lá do início da nossa discussão-diálogo:

<> escreveu:

Jornalistas,

o que vcs acham que poderiamos dizer, com a visão de netone, sobre o dia sem globo e a sua repercussão nas redes sociais?

Abs,
Mari



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From:
To: fratmidia@googlegroups.com
Subject: [fratmidia] M.R.Logozzo:DiaSemGlobo
Date: Sat, 3 Jul 2010 03:14:21 +0000

Amigos do Frat&Mídia,
Peço desculpas por encaminhar somente agora o e-mail de Maria Rosa Logozzo, da Comissão Internacional de Net One, no qual ela afirma que está acompanhando com muito interesse nossa "discussão-diálogo" sobre mídias sociais e, que inclusive reuniria nossas trocas de e-mails para elaborar um artigo e publicar no site da Net One. Atendendo ao pedido dela, informo que os trechos citados na minha intervenção foram colhidos da Encíclica Rápido Desenvolvimento, de João Paulo II, e dos documentos "Ética na Internet" e "Igreja e Internet", ambos do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais.

Abraços a todos!
Marcello

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Date: Tue, 29 Jun 2010 09:07:40 +0200
From:
To:
Subject: Re: ***SPAM*** RE: [fratmidia] DiaSemGlobo

Caro Marcello e cari tutti,
seguo con molto interesse il vostro percorso di approfondimento sui nuovi media e le reti sociali.
Mi porto tutto il vostro materiale in vacanza per vedere di ricavarne qualche articolo per il sito in italiano.
Per questo chiedo a Marcello se può indicarmi gli autori e le pubblicazioni da cui ha preso le citazioni che ci ha proposto. Grazie.
Purtroppo giorno 1 sarò in viaggio e non so che connessione avrò arrivando in Val d'Aosta. Ma seguirò col cuore il vostro collegamento e aspetto notizie. Se poi lo potete lasciare in rete vi guarderò in differita insieme a Rosilene.
Un abbraccio a ciascuno
Maria Rosa

On 29/06/2010 05:20, Marcello Riella Benites wrote:
Queridos Cibele, Klaus e Ana [agradecendo também a Mariana, que levantou a bola, Suelen, Volo e demais amigos],

Alegro-me com mais essa substanciosa "discussão-diálogo".
Entendo que nossas considerações não são excludentes.

Proponho, além do uso das novas mídias, sem medos ou preconceitos, a reflexão sobre suas consequências sociais, antropológicas, culturais, e até existenciais.

Se pudermos dizer com Marshall McLuhan  que a invenção da imprensa "se tenha constituído numa experiência social  por demais  violenta e exacerbada para o sistema nervoso central", podemos também imaginar o que significam as nova mídias. (Os Meios de Comunicação como Extensão do Homem)

A seguir, trechos de alguns outros textos que contribuem para o que nós quatro (penso eu) estamos dizendo:

"As mudanças na tecnologia e nas relações de trabalho transformam-se com demasiada rapidez para que a cultura seja capaz de lhes corresponder"

"[A Internet] está contribuindo para promover transformações revolucionárias (...) que se manifestam não só no modo de os indvíduos se comuniarem entre si, mas na forma de as pessoas compreenderem a sua própira vida".

"...os meios de comunicação são vistos  como 'parte de uma cultura ainda em desenvolvimento, cujas plenas implicações ainda são compreendidas imperfeitamente ' "

"... a cultura dos meios de comunicação está imbuída de maneira tão profunda de um sentido tipicamente pós-moderno, que a única verdade absoluta é aquela segundo a qual não existem verdades absolutas ou que, se elas existissem, seriam inacessíveis à razão humana e portanto se tornariam irrelevantes' ".

"A Internet pode ajudar também os homens e as mulheres  na sua busca permanente de se compreenderem a si mesmos. Em todas as épocas, também  na nossa, as pessoas formulam as mesmas interrogações fundamentais: Quem sou eu? Donde venho e para onde vou? Por que existe o mal? O que é que existirá depois  desta vida?"

Também eu agradeço a paciência de que me acompanhou até aqui já que passei um pouco dos 140 toques (he,he,he!)
abraços a todos.
Marcello
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Date: Mon, 28 Jun 2010 11:12:02 -0300
Subject: Re: RE: [fratmidia] DiaSemGlobo
From:
To: fratmidia@googlegroups.com
Olá a todos!

Interessante como as mídias sociais possibilitam esse hiperlink... Passsamos do Dia sem Globo para um debate bem interessante sobre mídias sociais! Muito bom!
Bem, os meus 20 anos de estrada como jornalista, que me possibilitaram acompanhar tantas mudanças, me levam a pensar que só vamos saber do real alcance das mídias sociais a medida que usarmos esses recursos. Vamos aprender acertando e errando, como acontece sempre com todo novo recurso em qualquer área.
Portanto, creio que não podemos endeusar nem desprezar as mídias sociais. É preciso saber de seus potenciais - como bem destacou Cibele - e também de suas limitações - como lembrou Marcello.
É isso!

Um forte abraço,


Ana Cristina Hermano
Jornalista




Em 26 de junho de 2010 12:38, Cibele Lana <> escreveu:
Klauuuuuuusssss


Vc resumiu em poucos parágrafos o que estudei em 4 anos com mídias sociais!!!!!!!

Estou vibrando! É esse o caminho! Não tiro uma vírgula do que vc escreveu! E é isso o que pensam também os teóricos e estudiosos mais respeitados da rede. Pode acreditar. A única coisa que não podemos é nos aliar com os extremos.

Acho que é esse o caminho de Fratmídia ao pensar as mídias: enxergar sempre o homem em meio ao processo. Com a internet não é diferente.

Eu não vejo tanta diferença em se tratando de fragmentação ao analisarmos o jornalismo impresso ou a TV. Certo que na internet o conteúdo é sempre inacabado, mas ele também sempre se renova a partir da colaboração e esse pode ser um ponto positivo. De que adianta ter a continuidade de um conteúdo se ele parte de cima para baixo ou se desenvolve sempre sob um mesmo ponto de vista?

Abraços!

Cibele
Em 25 de junho de 2010 23:59, <> escreveu:

Oi, Marcello
Entro nesse debate na ponta dos pés, como um curioso - no sentido eu diria infantil do termo - e um neófito do uso dessas mídias.
Alguns debates e temores me fazem lembrar quando se inventou a locomotiva a vapor, e os cientistas de antanho temiam que as pessoas fossem morrer asfixiadas, porque naquela velocidade não conseguiriam respirar.
Pelo pouco que observei, muitos temores dessas novas mídias estão se revelando infundados. Assisti, por exemplo, a alguns 'cases' de os relacionamentos virtuais ensejarem relacionamentos presenciais... em que as pessoas pareciam se conhecer há tempos!
Outro a meu ver equívoco é a crença de que essas novas mídias vão substituir as mídias tradicionais, quando na verdade se tende a uma convergência delas. Portanto, há espaço devido ao fragmento e também ao todo, cada um com seu meio mais adequado. Sem idealizações, claro.
Nossa geração foi marcada pelas relações presenciais. Nossa rede social por excelência era a mesa de um bar, onde discutíamos a revolução, as vanguardas, os amores... e também muita "abobrinha", que nada deviam a certos tuítes.
Portanto, the point isn't the media, but men, we, you and me.
Outra coisa: tenho a impressão de que a chamada pós-modernidade ou pós-contemporaneidade evidencia que não há apenas o global, mas também o fragmento; não há apenas o perene, mas também o instantâneo. Eu acho que o paradigma trinitário dá conta dessas dimensões, mas nós, modernos, temos dificuldade de lidar com isso...
Mas aí já é assunto para pensadores, e então é hora de me retirar para minha insignificância.
Obrigado pelo espaço e pela paciência

Klaus Enviado pelo meu aparelho BlackBerry® da Vivo
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From: Marcello Riella Benites <>
Sender: fratmidia@googlegroups.com
Date: Sat, 26 Jun 2010 02:19:24 +0000
Cc: Frate Mìdiagooglegroup<fratmidia@googlegroups.com>
Subject: RE: [fratmidia] DiaSemGlobo

Muito interessante, Cibele!
Concordo que haja todo esse potencial, e seu comentário, baseado no seu aprofundamento em mídias sociais deixou isso ainda mais claro para mim.
Minhas dúvidas, porém, são quanto ao caráter fragmentário/fragmentador das mídias sociais.
Você lembra do interessante diálogo entre Mariana e Luigino Bruni, no Congresso Net One Nacional? Eu penso que os dois colocaram pontos que devem se desenvolver. O que acha, Mariana?
Essa questão [da fragmentação], no entanto, é uma reflexão que deve correr paralelamente ao uso dessas mídias para nossas metas.
 Abraços!
Marcello
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Date: Thu, 24 Jun 2010 20:34:33 -0300
Subject: Re: [fratmidia] DiaSemGlobo
From:
To:
CC: ; fratmidia@googlegroups.com

Olá Comunicadores,

Há algum tempo venho estudando e trabalhando diretamente com o que parece ser o "hit" do momento em se tratando de comunicação: as redes sociais.

A meu ver, precisamos enxergar as redes para além desses mobilizações isoladas. Se dirigirmos um olhar mais profundo sobre o #diasemglobo veremos que o ato é fruto de uma cultura de resistência que nasceu com a internet. Desde o princípio as redes se consolidaram como alternativa para sistemas já viventes. Vide a estrutura militar que reinava naquele período, seguido do aparecimento das listas de discussões, blogs e sites de relacionamento que tentam ser uma alternativa de voz e resistência à mídia de massa e aos padrões de relacionamentos da modernidade.

Os jovens, principalmente, que em todas as épocas sempre foram sinônimo de resistência (primeira e segunda guerras, primavera de 68, diretas já, etc) encontraram sua mais nova ferramenta.  Depois das armas, das passeatas e caras pintadas, agora eles querem brincar seriamente de ser mídia e influenciar.

Seria estupidez demonizar a televisão. Ela teve e sempre terá o seu papel na sociedade. Mas, não podemos deixar de dizer que o #diasemglobo é um movimento de resistência à comunicação unilateral. Vejam essa seleção de mensagens que fiz: http://www.quoteurl.com/m0fmo

Um outro exemplo também desta última semana seria o "cala boca tadeu schimidt". Provavelmente se vocês têm um parente que acompanhou o fato somente pela Globo, a maior chance é de que ele tenha ficado do lado do repórter. O que aconteceu no Twitter? O contrário. As pessoas acharam extremamente arrogante da parte do jornalista levar o "orgulho ferido" para a rede nacional e tentar colocar uma nação inteira contra o técnico da seleção ("Xingou o técnico, é jornalismo; xingou os jornalistas, é crime contra a liberdade de imprensa. CALA BOCA TADEU SCHMIDT !").

Então, o que considero mais importante é darmos um empurrãozinho em movimentos de resistência que podem agregar algo à sociedade. E não sei vocês, mas retirar os jovens da atitude passiva de estar na frente de uma televisão e motivá-los a uma ativação na rede me parece bem razoável. E aí, claro que podemos dar asas à nossa criatividade. A rede é um grande mar de replicação de informação, que de tanto bater na cabeça das pessoas, as leva a repensar uma opinião formada.

Se formos capazes de nos conectar, como estamos conectados aqui, no twitter, por exemplo, digo que somos extremamente capazes de fazer a Semana Mundo Unido entrar nos Trending Topics. Para isso basta que a gente comece a conversar sobre o assunto publicamente na rede. É assim que as coisas "pegam".

Abraços!

Re: Reberson:RE: [fratmidia] DiaSemGlobo‏
De:     REBERSON RICCI IUS ()

Enviada:    terça-feira, 29 de junho de 2010 13:41:23
Para:     Marcello Riella Benites ()
Cc:     fratmidia@googlegroups.com

Oi Marcello ! (e amigos)

Como a minha participação anterior tinha passado batido tinha decidido me manter fora desse debate, mas ao responder a sua mensagem me sinto na obrigação de tornar público o meu desapontamento com esse assunto.
Eu sou um grande entusiasta das mídias sociais. Procuro participar o máximo possível.
Acho que com elas temos ferramentas que nos dão uma oportunidade potencial de fazer a diferença no fluxo de informação. Mas esse boicote "DiasemGlobo" ... (UUhmmm ??)
A começar pela motivação. Protestar contra o esquema de cobertura da Copa do Mundo ?
Repito que estranhei encontrar o tópico nesse grupo de discussão justamente quando, no meu ponto de vista, a Mídia ainda relutava em prestar um serviço de utilidade pública às tragédias da região nordeste.
Acho que temos causas muito mais relevantes pelas quais lutar e que essas ferramentas poderiam ser usadas para promover um nível mais profundo de Diálogo.
Mas o que vejo, ainda com raras exceções, é que há uma tendência a cairmos nas mesmas velhas armadilhas e acabamos  servindo ingênuamente a outros interesses da concorrência comercial. Ao invés de criarmos uma nova Cultura, acabamos por espelhar justamente elementos que não me orgulho que ainda existam na sociedade atual.
Motivados pelo futebol e, a pretexto de abalar o "monopólio da informação", aderimos a campanhas passionais, recheadas de desinformação, rancor e até revanchismo.

Mudando de assunto, de novo:
Alguém disposto a ficar "UmdiasemCopa" para garantir um fluxo seguro e eficiente de donativos para as vítimas do nordeste ?
Tenho condições de oferecer divulgação de postos de coleta nas regiões de Campinas, São Carlos, Ribeirão Preto e outras 150 cidades do Sul de Minas.



2010/6/29 Marcello Riella Benites <>
Oi, Rebberson!
Logo que enviei meu e-mail lembrei que você também tinha respondido. Aliás, foi o primeiro que respondeu a Mariana. Inclusive, indicando algo que realmente importa. No final das contas, ninguém mais, pelo que vi, tocou realmente no assunto do "Dia Sem Glogo". Quando eu respondi, a questão já era outra.

O que vc achou da campanha "Dia Sem Globo"?

Vamos trocar idéias, entre nós dois, a respeito?
Abraço!
Marcello

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Em 24 de junho de 2010 14:59, Ana Cristina Hermano <> escreveu:
Caros FraterComunicadores,

Como um dos assuntos do momento é o boicote à Globo na transmissão do jogo de amanhã, acho interessantes estarmos informados sobre isso. O artigo abaixo fornece alguns subsídios; é um dos olhares possíveis sobre os fatos...

Abs,

--
Ana Cristina Hermano
Jornalista
http://twitter.com/anahermano




Carta Capital

Sociedade
Dunga custa dinheiro à Globo. Simples assim
23/06/2010 11:27:00

Publicamos ontem a opinião de Juca Kfouri e Carlos Heitor Cony sobre a desavença entre o Dunga e a TV Globo. Agora, os jornalistas Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna falam o que pensam sobre a saia justa entre o técnico e a emissora carioca
''Técnico sabe que ‘inimigos’ externos podem motivar qualquer grupo''

Por Luiz Carlos Azenha*

O primeiro jogo do Brasil na Copa rendeu 45 pontos no Ibope à TV Globo. Contra a Costa do Marfim, num domingo, foram 41 pontos. A Bandeirantes marcou 10 pontos nas duas ocasiões. Do total de televisores ligados na hora do jogo, 87% estavam sintonizados nas partidas. É menos que no passado, ainda assim uma enormidade. É preciso levar em conta que hoje há outras opções para ver o jogo: emissoras a cabo e via satélite, por exemplo.

Além disso, como muitas pessoas se reúnem para ver as partidas em bares ou em casas de parentes, fica difícil quantificar a audiência exata. Mas o fato é que a Globo ganha em qualquer circunstância: ganha na própria Globo, na SporTv, nas assinaturas de TV a cabo e assim por diante. Portanto, de fato, a Globo não tem nenhum motivo para torcer contra o Brasil. Quanto mais longe for o Brasil, maior o retorno e o lucro.

Onde é que Dunga prejudica a Globo, então? Nos dias e horários em que não há jogo. Para a emissora, a Copa do Mundo era no passado um evento importante para alavancar a audiência de toda a programação. Os jogadores da seleção brasileira costumavam desempenhar o papel de um cast alternativo. O acesso exclusivo aos jogadores e integrantes da comissão técnica garantia aos telejornais audiências bem acima da média durante a Copa do Mundo. A exclusividade no acesso à seleção teria um papel ainda mais crucial este ano. Hoje as pessoas se informam em tempo real através de emissoras de rádio ou da internet e não precisam mais ficar sujeitas à ditadura da programação para obter notícias somente depois das 8 da noite, no Jornal Nacional. A não ser que uma emissora tivesse o monopólio das notícias importantes sobre a seleção, o que deixou de acontecer.

É cedo, obviamente, para fazer qualquer tipo de análise da audiência de TV durante a Copa. Até agora parece não ter havido uma revolução nos números, a não ser durante os jogos do Brasil. Nos últimos dias a Record, por exemplo, tem perdido alguns pontos de audiência aqui ou ali, de acordo com a importância do jogo transmitido pelas rivais. Mas, curiosamente, o Jornal da Record, que compete diretamente com o Jornal Nacional, tem tido números consistentes com a audiência que tinha antes do evento.

Será que o Dunga pensou em prejudicar a Globo ao implantar a isonomia na seleção, ou seja, tratamento igual para iguais? Claro que não. O técnico da seleção brasileira sabe que um fator importante para motivar qualquer grupo é encontrar um ou mais “inimigos” externos. Sabe que é absolutamente essencial passar ao grupo a impressão de que não privilegia este ou aquele jogador, especialmente quando a exposição na TV, durante uma campanha vitoriosa, pode render contratos milionários. Sabe o quanto a ciumeira despertada por um relacionamento “especial” de um jogador com este ou aquele repórter, este ou aquele narrador, pode custar caro ao grupo.

A diferença entre Dunga e a Globo encontra-se no calendário distinto pelo qual ambos se regem: a emissora precisa ganhar tudo agora, comercialmente tem pouco a faturar depois que o Brasil chegar à final; Dunga só irá ao banco descontar o cheque milionário se e quando garantir o título. A Globo precisa de um cast. Dunga precisa de um time. Minha sugestão à emissora do Jardim Botânico é que crie uma seleção cenográfica lá no Projac. Garanto que pouca gente vai notar a diferença.

*Matéria originalmente publicada no site Vi o mundo




Em 24 de junho de 2010 10:40, Eduardo Cordeiro <> escreveu:

Olá a todos!
Acho que a Cibele Lana, analista de redes sociais, pode contribuir muito nesse assunto. De qualquer forma, assino embaixo das propostas da Suelen. E digo mais: se formos criativos, não somente a semana mundo unido poder virar ‘trend topic’. Por que não Chiara Luce? Por que não situações mais ‘ocasionais’?
Noto que essa “rede mundial” entre nós já está criada, mas precisamos ser mais concretos em juntar nossas forças e trabalharmos juntos por um objetivo comum... Refiro-me, objetivamente, a nos articularmos e sermos também ‘profissionais’ ao divulgar os valores de fraternidade que acreditamos.
O congresso de NetOne, pra mim, demonstrou isso. Falaremos mais a respeito dia 1/07, mas o que vi foram muitas experiências ‘singulares’, individuais. Isso é maravilhoso e inspirador! Mas chamou a atenção de todos que os brasileiros eram um ‘corpo’. Não existiam somente experiências individuais mas também de grupo. Acho que esse seja um caminho a ser trilhado...


Volo


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From: To: fratmidia@googlegroups.com
Subject: RES: RE: [fratmidia] DiaSemGlobo
Date: Tue, 29 Jun 2010 18:38:51 -0300

Olá pessoal,

Gostei muito das ideias levantadas com a provocação da Mari em relação às mídias sociais.
Acho que o nosso papel é justamente refletir sobre todas essas mudanças que envolvem a comunicação e encontrar os fragmentos de fraternidade que existem em todas as iniciativas.

Sem dúvida, as mídias sociais são uma realidade, é um fenômeno recente e que não sabemos ao certo qual rumo terá. Mas acho importante conseguirmos captar o potencial de construção da fraternidade e de “dar voz” a muitas vozes que não tinham espaço em outras mídias.

Caiu na minha mão por acaso ontem a Veja da semana passada que teve como matéria de capa a repercussão do “Cala a boca Galvão” no Twitter. Tirando toda a parte ideológica e as críticas em relação à revista que muitos de vocês podem ter – inclusive eu – achei interessante a abordagem.

Segue o link caso queiram conferir na íntegra: http://veja.abril.com.br/230610/passaro-ruge-p-082.shtml

O primeiro ponto é que a matéria é assinada por um jornalista de 23 anos, editor de mídias sociais, cargo inexistente uns anos atrás, como foi destacado no editorial da revista.

O outro ponto que gostaria de compartilhar com vocês é um trecho da matéria que diz o seguinte:

“Em boa parte do tempo, o Twitter é uma espécie de vuvuzela da internet, que apenas amplifica o nada. Mas, por sua velocidade, mobilidade e alcance, é uma plataforma que, em certas circunstâncias, parece "dar poder ao homem comum", como gostam de dizer alguns teóricos. "É como se cada indivíduo tivesse seu próprio meio de comunicação", diz o sociólogo francês Michel Maffesoli.

Enfim, queria compartilhar com vocês, pois acho que todo esse movimento é bem interessante e, se bem canalizado, pode configurar com uma ferramenta em prol da fraternidade, lembrando sempre de uma frase do congresso da NetOne que me ajuda a reposicionar meu dia a dia e meus pensamentos em relação a tudo isso: “O ser humano é a principal mídia da comunicação”.

Um grande abraço e até quinta para quem for acompanhar a conferência,

Mariele Previdi
Attuale Comunicação
www.attualecomunicacao.com.br


From: fratmidia@googlegroups.com [mailto:fratmidia@googlegroups.com] On Behalf Of Ana Cristina Hermano
Sent: quinta-feira, 24 de junho de 2010 09:47
To: Su Carvalho
Cc: Mariana Assis; Frate Mídiagooglegroup
Subject: Re: [fratmidia] DiaSemGlobo

Oi, Su e todos!

Ótima a ideia de usar o twitter para divulgar a Semana Mundo Unido!!! Estou nessa!!!

abs a todos!
Em 24 de junho de 2010 09:44, Su Carvalho < > escreveu:
Bom dia a todos,
acho que nunca interagi por aqui, mas o questionamento da Mariana sobre os últimos "fenômenos" ocorridos no twitter me interpelaram.

Desde o "Cala boca Galvão" venho pensando neste sala de estar do mundo que se tornou o twitter. Esta é a primeira Copa do Mundo com o twitter e a impressão que eu tenho é pela primeira vez o mundo assiste os jogos numa mesma sala de estar comentando os gols, os jogadores e fatos da partida. Todos interagem instantaneamente. Não sei pra vocês, mas pra mim é incrível!

O "cala boca galvão" e o "dia sem globo" também mostram que o twitter  se tornou antes de tudo uma mídia potente, bem mais eficaz que uma inserção no Jornal Nacional (sem falar que é incomparavelmente mais barata). Saiu do "virtual" e ocupou espaço nos principais jornais do mundo, foi para capas de revista ( vide a Veja desta semana -  que eu ainda não li, vi só a capa...), ou seja, "saltou" para o mundo "real", voltou-se para a sociedade, não nasceu e morreu "online", resistiu mesmo offline.

Bem, não sei o que pode-se dizer com a visão de Netone, mas com certeza estamos diante de uma maravilhosa ferramente de mobilização para o mundo unido. Já pensaram se durante a Semana Mundo Unido o tag "United World" entrasse nos TT's mundiais e todos os twitters do comundo começassem a ir buscar o que isso significa? Se estamos no mundo inteiro (sem contar que depois dos EUA o Brasil é o país com maior número de usuários) não seria um feito impossível, não acham?

Abraços,
Suelen (Belém-Pa)

P.S.: Não quis entrar no mérito de fazer ou não um boicote a globo, mas sintam-se a vontade.
 From:
Date: Thu, 24 Jun 2010 10:37:31 -0300
Subject: Re: [fratmidia] DiaSemGlobo
To:
CC: fratmidia@googlegroups.com

Há vários dias venho buscando na minha cidade (Campinas) iniciativas de mobilização que possam ser divulgadas para levar alguma ajuda
às vítimas das enchentes no Nordeste.
Bombeiros, Polícia Militar, prefeitura, ongs,  Igrejas ...
Por enquanto, nada.
Acho que talvez depois da Copa questões realmente concretas sejam capazes de nos sensibilizar e quem sabe despertar alguma mobilização que façam diferença.

Em 23 de junho de 2010 16:22, Mariana Assis <> escreveu:

Jornalistas,

o que vcs acham que poderiamos dizer, com a visão de netone, sobre o dia sem globo e a sua repercussão nas redes sociais?

Abs,
Mari
--
 Segue, então, acima, a "discussão-diálogo", da qual participaram - sendo de diversas regiões do País - também as assessoras de imprensa Ana Cristina Hermano e Mariele Prévidi, o editor de telejornalismo Rebersson Ricci, a jornalista e analista de redes sociais Cibele Lana, a jornalista Suelen Carvalho, a italiana da área de Tecnologia da Informação, Maria Rosa Logoso, integrante da Comissão Internacional de Net One (uma rede de comunicadores que procura fomentar a "Proposta da Fraternidade na Mídia"), o editor de livros Klaus BrüscHke, e os analistas de sistemas Eduardo Cordeiro (Volo) e Mariana Assis, que deu o pontapé inicial.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Minhas Leituras

Queridos amigos e amigas,

[Salto a introdução deste post, que pode ser lida em http://migre.me/3R6Uh ]

Segue uma lista de obras lidas, agrupadas por assuntos, a fim de apresentar as áreas de meu interesse, tais quais Teorias da Comunicação, Documentos da Igreja, Literatura Universal, Psicologia, Sociologia e Ciências Sociais, entre outras.

Os números após a descrição das obras indicam os seguintes níveis de envolvimento com a leitura:

1 - Leitura parcial; 2 - Leitura parcial sublinhada; 3 – Leitura parcial sublinhada e com anotações; 4 - Leitura total; 5- Leitura total sublinhada; 6 – Leitura total sublinhada e com anotações; 7 – Leitura parcial meditada; 8 – Leitura total sublinhada e fichada; 9 – Leitura parcial sublinhada e fichada;10 - Leitura total meditada

Segue a lista:

Documentos da Igreja e obras afins

Pacem in Terris3

Rosarium Virginis Mariae 3

Rerum Novarum6

Centesimus annus6

Solicitudo rei socialis6

Laborem Exercens2

Fides et Ratio6

Caritas in veritate 6 (Leitura da versão digital)

Deus caritas est6

Mulieris dignitatem6

Familiaris consortio6

Carta às Famílias (João Paulo II)4

Sexualidade Humana: Verdade e Significado (Pontifício Conselho para a Família) 4

Preparação para o sacramento do matrimônio4

Christifideles laici6

Humanae vitae5

Evangelium vitae6

Donum vitae5

Evangelizar através da beleza – Cardeal Paul Poupard5

Carta do Papa João Paulo II aos Artistas1

Compêndio da Doutrina Social da Igreja3

Intermirifica – Decreto do Concílio Vaticano II sobre as Comunicações Sociais5

Communio et progressio (Comissão Pontifícia dos Meios de Comunicação Social) 5

Ética nas Comunicações Sociais (Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais) 3

Igreja e Internet (Idem) 6

Ética na Internet (idem) 6

Ética na Publicidade (idem) 5

Pornografia e violência nas comunicações sociais (idem) 5

Aetatis novae (idem) 5

Rápido Desenvolvimento – Carta de João Paulo II aos Responsáveis pelas Comunicações Sociais 5

Catecismo da Igreja Católica9(até o número 814, e do 1691 ao 1848, e ainda consultas em outras sessões)

Comunicação Social na Igreja – Documentos fundamentais2 - Dariava Noemi - (Inclusive leitura integral dos discursos dos papas João Paulo II e Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, de 1985 a 2010.

Manual da Campanha da Fraternidade sobre pessoas com deficiência

Manual da Campanha da Fraternidade sobre situação carcerária

Manual da Campanha da Fraternidade sobre segurança pública

Manual da Campanha da Fraternidade Ecumênica com o tema Fraternidade e Economia

Rumo à V Conferência do Celam – Documento de Partcipação5

Escola Social Igino Giordani (Volumes 4,5,6,7 e 8 – A Cultura da Vida)

Questões de Bioética: O valor... da vida humana (Setor Família e Vida da CNBB) 5

Questões de Bioética: Um diálogo sobre a morte... (Setor Família e Vida da CNBB) 5

O Cisma do Século 21 – Debate entre Jürgen Habermas e Joseph Ratzinger (Folha de S. Paulo 24/4/5) sobre a nova ordem política e cultural do Ocidente.

Cruzando o Limiar da Eperança (João Paulo II)

Obras sobre Teorias da Comunicação

(incluindo algumas filosóficas e sociológicas que têm servido de base às teorias de comunicação, como as de Michel Foucault, Gilles Deleuze e Pierre Bordieu; e ainda livros sobre jornalismo e comunicação em geral)

Teorias da Comunicação – Conceitos, escolas e tendências – Holfeldt, Martino, Vera França Vozes6

O que é virtual? – Pierre Lévy – Editora 345

As teorias da comunicação – Roberto Elísio dos Santos – Paulinas6

História das Teorias da Comunicação – Armand e Michelle Mattelart – Loyola8

Teoria da Comunicação de Massa – Luiz Costa Lima (org) – Paz e Terra6 (5ª Ed) - Incluindo alguns dos principais textos clássicos publicados até 1969, data da primeira edição, a saber:

- Indústria Cultural (Theodor Adorno e Max Horkheimer) – lido duas vezes

- A Obra de Arte na Época de sua reprodutibilidade técnica – Walter Benjamim – lido duas vezes e fichado na segunda

- entre outros ensaios clássicos das Teorias da Comunicação dos seguintes autores: Abraha Moles, Paul Lazarsfeld, Robert Merton, David Riesman, Marshall McLuhan, Hebert Marcuse, Edoardo Sanguineti, Jean Baudrillard, Julia Kristeva, Roland Barthes e Erwin Panofsky

Microfísica do Poder – Michel Foucault (Roberto Machado – org) – Graal8

A Cultura da Mídia – Douglas Kellner – USC8

Guy Debord – A Sociedade do Espetáculo – Comentários sobre a cultura do Espetáculo – Contraponto8

Antropológica do Espelho – Muniz Sodré – Vozes8

A Identidade Cultural na Pós-Modernidade – Stuart Hall – DP&A

Da Diáspora (leitura quase total) – Stuart Hall – Org.: Liv Sovik – Humanitas UFMG8

A Sociedade em Rede – Vol 1.: A era da informação – Manuel Castells – Paz e Terra5 (produzi três textos abordando esse livro)

O Cinema e a Invenção da Vida Moderna – Leo Charney e Vanessa Schwartz (Orgs.) Cosacnaify5

(produzi dois textos a abordando este livro)

Sobre a Televisão – Pierre Bordieu – JZE8

A Distinção – Pierre Bordieu – Edusp – Zouk9

Revista Cult – Número temático sobre Pierre Bourdieu – Ago Set 20085

O Mal-estar da Pós-modernidade – Zygmunt Bauman – Zahar8

Cultura Híbridas – Nestor Garcia Canclini – Edusp

Dos Meios às Mediações – Jesús Martín-Barbero- UFRJ6

Sobre a Televisão – Pierre Bordieu JZE6

Brasilidade Televisiva e Ritos Reality de Personalização - Suzana Kilpp e Sonia Montaño, professora e aluna de mestrado na Unisinos (Trabalho sobre os programas BBB e Casa dos Artistas apresentado no XXVIIICongresso Brasileiro de Ciências de Comunicação) 6

Matrix, o Fim do Panóptico – Katia Maciel – ensaio publicado na Revista Lugar Comum: Estudos de Mídia, Cultura e Democracia (ECO – UFRJ) 6.

Cerca de 150 páginas5, 6 e 8 sobre Sound Studies, uma linha recente de estudos que procuram dar conta do impacto cultural e social das tecnologias de som, especialmente, na modernidade, mas também a partir de uma história e de uma “arqueologia” do fenômeno sonoro. Trata-se de uma linha de pesquisa que, além de observar as conseqüências das tecnologias do som, como o walkman e o I Pod, apontam para as questões da saturação do ambiente sonoro na atualidade e da comunicabilidade humana em crise. São textos em inglês de autores como Jonathan Sterne, Rick Altman, Michel Chion, Emily Thompson, Paul Hegart, Patrick Burkat, Andre Millard, Keir Keightley, Will Straw, Michael Bull, Theodor Adorno, e, ainda, da brasileira Simone de Sá (professora da UFF, que se destaca nessa linha de estudos em nosso País).

Não Contem com o Fim do Livro - Umberto Eco e Jean-Claude Carrière (leitura em curso)

Cultura da Convergência2 – Henry Jenkins – Aleph

Conversações Gilles Deleuze – Editora 345

Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem – Marshall McLuhan – Cultrix3

O Controle da Opinão Pública - Nilson Lage – Ipej/Vozes 5

O papel do jornal – Alberto Dines – Summus5

O Rádio Sem Onda – Marcelo Kischinhevsky 6

Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia 6 e 9

Abaixo o nada a declarar: O assessor de imprensa na era da globalização – Boanerges Lopes - Zabelê

Notícia: Um Produto à Venda: Jornalismo na Sociedade Urbana e Industrial – Cremilda Medina – Summus (Leitura fichada)

O Planeta Mídia – Dênis de Moraes – Letra Livre 5

Minha Razão de Viver: Memórias de um Repórter - Samuel Wainer (Biografia) – Record 5

Cobras Criadas - David Nasser e [a Revista] o Cruzeiro – Luiz Maklouf Carvalho - Senac 5

Chatô – Rei do Brasil – Fernando Morais – Companhia das Letras 5

Deus é Inocente, a imprensa, não - Carlos Dorneles (criticando teorias como a do "choque de civilizações")

Muito Além do Jardim Botânicos (estudo sobre o Jornal Nacional) – Carlos Eduardo Lins e Silva - Summus5

Manual de Radiojornalismo – Heródoto Barbeiro e Paulo Lima - Campus 5

Manual de Radiojornalismo Jovem Pan – Maria Elisa Porchat

Manual de redação da Folha de S. Paulo*

Manual de redação de O Globo*

Manual de redação de O Estado de S. Paulo*

*Não tenho mais esses livros, portanto, não lembro exatamente os títulos e outras informações da edição.

Telenovela: história de Produção – R.Ortiz, Silvia Borelli, José Mário O. Ramos - Brasiliense

Obras da área da interpretação sociológica e antropológica da cultura brasileira

O Abolicionismo – Joaquim Nabuco

Os Sertões – Euclides da Cunha

Raízes do Brasil – Sergio Buarque de Holanda

Literatura brasileira e universal, filosofia e mitologia

O Livro de Ouro da Mitologia6(consulto sempre como referência) - Thomas Bulfinch - Ediouro

O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder - Cia das Letras

Introdução à Filosofia –Problemas, Sistemas, Autores, Obras – B.Mondim – Paulinas

O Fenômeno Humano – Theilard de Chardin (Leitura parcial)

A Utopia  - Thomas More

Ilíada – Homero

Odisséia – Homero

Eneida – Virgílio

Dom Quixote – Miguel de Cervantes

Os Lusíadas - Camões

A Divina Comédia – Dante

O Príncipe – Maquiavel

Cem Anos de Solidão – Gabriel García Marquez

O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint Exupéry

O Homem que Calculava – Malba Tahan

Dom Casmurro – Machado de Assis

Quincas Borba – Machado de Assis

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

Esaú e Jacó – Machado de Assis

A Mão e a Luva – Machado de Assis

Viagens de Gulliver – Jonathan Swift

1984 – George Orwell

A Revolução dos Bichos - George Orwell

A Volta ao Mundo em 80 Dias – Julio Verne

O Quinze – Raquel de Queiroz

O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo

O Grande Mentecapto – Fernando Sabino

O Ateneu – Raul Pompéia

O Cortiço – Aluísio Azevedo

Como e por que Ler os Clássicos Universais desde Cedo – Ana Maria Machado

Carlos Drummond de Andrade – Antologia Poética

Os Cem Melhores Poemas do Século XX – Seleção: Ítalo Morriconi

Leituras com meus filhos ( entre tantos outros)

20 Mil Léguas Submarinas - Julio Verne**

Viagem ao Centro da Terra - Julio Verne **

** Edições infantis

Sítio do Pica-pau Amarelo – Monteiro Lobato

Polyana Menina – Eleanor Poter

Fábulas de Esopo

Contos dos Irmãos Grimm

Fábulas de La Fontaine

Fábulas de Lenardo da Vinci

Robinson Crusoé – Daniel Defoe

Cultura da Fraternidade/Editora Cidade Nova/Città Nuova/Movimento dos Focolares

Princípio Esquecido Vol.1 ( 6) Antonio Maria Baggio (org)

Princípio Esquecido 2 (3) Idem

Reflexões para a Vida Pública (6) Idem

Ginetta: Uma Vida pelo Ideal da Unidade 6 - Sandra Ferreira Ribeiro

Il Progetto Net One 6 - Michelle Zanzucchi

Comunicazione e Unità – Congresso 20005 - Lella Siniscalco e Michelle Zanzucchi (Orgs)

Tutta Rivestita di Parola – “70 professionisti dei media leggono um testo di Chiara Lubich” 3 - M.Z (org)

François Neveux 6 Isaline Dutru

Economia de Comunhão – Empresas para um capitalismo transformado (Editora FGV)- 3 Sergio

Proença Leitão e Mario Couto Soares Pinto

Economia de Comunhão – Propostas e Reflexões... 2 - VVAA

Economia de Comunhão – Projeto, Reflexões e Propostas para uma Cultura da Partilha 5 - VVAA

Economia de Comunhão – Uma Cultura... VVAA5

Eles, os excluídos 5 - Costanzo Donegana

Jesus e o uso dos bens5 - Vera Araújo

Não mais pobre entre vós - Gerard Rossé5

Notte della Cultura Europea (Giuseppe Maria Zanghí) 6

Costruire il Sociale (Tomaso Sorgi) 3

Pós-modernidade: ruptura ou revisão? (Coleção Pensar Mundo Unido) 6 - Adriana Rocha

A Economia e o Trabalho (Cadernos de Humanidade Nova)

Rumo a uma Humanidade Renovada (Idem)

Marxismo, Comunismo e Cristianismo (Idem)

Os meios de comunicação social (Idem)

Sociedade da Informação ou da Comunicação?

500 Anos de Evangelizacão 6 Costanzo Donegana e Maria Nieves Tapia

Igino Giordani - Memorie di um Cristiano Ingenuo3

Igino Giordani – Reflexões de um cristão coerente

Igino Giordani – Sinal dos tempos novos

A Clara Luz de Chiara Luce 4 - Michelle Zanzucchi

Anais do Bureau Internacional da EdC (1995) 5 -VVAA

Comunhão e as Novas Palavras em Economia - Luigino Bruni - 6

Economia de Comunhão – Historia e Profecia2 - Chiara Lubich

23 dias no coração da África – livro de Mariele Prévidi e Milena de Araújo sobre Fontem, a cidadezinha-testemunho dos Focolares nos Camarões6

Monografia de pós-graduação de José Antônio Faro sobre a fraternidade na Revista Cidade Nova (leitura com comentário e diálogo com o autor)4

Monografia de Klaus Brüschke abordando questões mercadológicas de editoras católicas -6

Dissertação de mestrado de Cláudio Barbosa (Tasso) sobre a intersubjetividade (Mikhail Bakhtin) na Revista Cidade Nova.

Tese de doutorado de Brandalise sobre a viabilidade de empresas da EdC (com comentários e citação em matéria publicada em Cidade Nova) 6

Dissertação de mestrado de Sandra Ferreira Ribeiro sobre a Ginetta como pessoa carismática (segundo Max Weber) e abordando também a EdC. (com comentários e citação em matéria publicada em Cidade Nova) 6

Dissertação de mestrado de João Manoel Motta sobre a EdC como momento importante do Processo Civilizatório. (com comentários e citação em matéria publicada em Cidade Nova, mais entrevista com autor, também em Cidade Nova) 6

Dissertação de mestrado de Cláudia Herrero Martins sobre a EdC como Alternativa de Gestão Empresarial e Desenvolvimento Social(com comentários e citação em matéria publicada em Cidade Nova) 1

Revista de Cultura Abba – Vol VIII Ano 2005 – n 26 (Especial sobre a EdC)

Abba Vol . I Ano 1998 n 2 - 6

Abba Vol I Ano 1998 n 1

Abba Vol II 1999 n 1 - 3

Abba Vol II 1999 n 2 - 2

Abba Vol IV 2001 n 2 - 6

Abba Vol IV n 3 - 5

Abba Vol V 2002 n 1 - 6

Abba Vol VI 2003 n 2 - 5

Abba Vol VI 2003 n 1 - 5

Abba Vol VI 2003 n 3 - 5

Abba Vol VII 2004 N 1 - 6

Abba Vol VII 2004 N 2 - 6

Abba Vol VII 2005 N 1 - 6

Abba Vol VIII 2005 N 3 - 6

Assim na Terra com na Trindade 5 -Enrique Canbón

I Focolarini Sposati (Rafaella Cardinale) 3

A Família é o Futuro5 Chiaran Lubich

Onde a vida pulsa 1 -Chiara Lubich

Dia Após Dia - Diário e Reflexões de uma Mãe de Família – Ana Maria Zanzucchi - 10

Maria, Modelo Perfeito de Vida Interior 7 Igino Giordani

A Divina Aventura7 - Igino Giordani

Alê, que não parava de perguntar por quê? (Contando e dialogando com meu filho de cinco anos – interessante também para minhas filhas maiores – 9 e 11 – que escutam quando leio para ele)

Consciência e Liberdade4 - Gino Rocca

Matrimônio, Amor e Vida4 - Gino Rocca

Sensação de Medo 6 - Wolfgang Smidbauer

O Céu dentro da Mente - 6 Pascole Ionata

Perdoar cura? 1 -

Cais Nº 10 – Histórias dos 50 Anos dos Focolares no Brasil3 - Aroldo Braga

Orizonti di libertá – dialogo su sessualità... (Raimondo Scotto) 3

A insustentável ausência do pai 6 -Cláudio Risé

A preciosa distância dos filhos -5

Um só é o amor4 -

O mundo desconhecido de nossas crianças5

Operários da Primeira Hora 2

Cadernos Padres da Igreja (O trabalho humano...; Pobreza e Riqueza; Família e Educação; A concórdia e a paz) 6

Um novo Caminho 6 - Chiara Lubich

Ideal e Luz 6 - Chiara Lubich

Escritos Espirituais (4 Volumes – Leitura meditada) - Idem

O Grito5 - Idem

Deus nos Ama6 Pascoale Foresi

Jesus Mestre de Nazaré - Alexander Mien


Obs.: Da Editora, ainda, certamente, tantos outros, como Deus existe, Felizmente; Redenção do Sexo, O Amor tem mil faces 6, Casamento, pra que te quero?, O Amor e a Sexualidade na Bíblia2

Estatutos Gerais da Obra de Maria (1990) 4

Estatutos Gerais da Obra de Maria (2007) 6

Regulamento do Movimento Famílias Novas6

Regolamento della sezione dei Focolarini6