terça-feira, 27 de julho de 2010

“Não contem com o fim do livro”, obra de Umberto Eco e Jean- Claude Carrière

Amigos vindos do twitter ou de outros lugares da web, aí está o texto da orelha da obra "Não contem com o fim do livro" (Record), diálogo entre o semiólogo italiano Umberto Eco e o dramaturgo francês Jean Claude-Carrière. Vale lembrar que é uma orelha de livro que claro, simplifica pra vender. Outra coisa que penso: comprar e ler um livro assim trata-se de buscar conhecimento ou de tomar uma posição? Ah! Fui olhar no meu velho Aurélio (de papel!). "Incunábulo", que vocês vão encontrar abaixo: "Diz-se do livro impresso até o ano de 1500".

Abraço a todos, Com vocês, o texto:

Do papiro ao arquivo eletrônico, Umberto Eco e Jean-Claude Carrière atravessam 5 mil anos de  história do livro em uma discussão erudita e bem-humorada, sábia e subjetiva, dialética e anedótica, curiosa e de bom gosto.

Na conversa entre os autores, intermediada pelo jornalista Jean-Philippe de Tonnac, a intenção não é apenas entender as transformações anunciadas pela adoção do livro eletrônico, mas dar início a um dabate instigante e atual a partir da premissa de que a história dos livros e o amor a eles os salvarão do desaparecimento.

A experiência de bibliófilos - colecionadores de exemplares antigos e raros, pesquisadores e farejadores de incunábulos - os faz considerar o livro, como a roda, uma invenção perfeita e insuperável. O livro aparece aqui como uma instituição sólida, anatômica e funcionalmente adequada que as revoluções tencológicas, anunicadas ou temidas, não extrerminarão.

Os autores se divertem ao mostar como livro atravessou a história da humanidade, contribuindo para o melhor e às vezes para o pior. Eco reuniu uma coleção de livros raríssimos sobre o erro humano, na medida em que, para o autor, eles condicionam toda tentativa de fundar uma teoria da verdade. Diante do desafio representado pela digialização universal dos escritos e da adoção das novas ferramentas de leitura eletrônica, essa evocação de venturas e desventuras do livro permite relativizar as mudanças que estão por vir.

Homenagem divertida a Gutemberg, essas conversas irão arrebatar todos os leitores e apaixonados pelo objeto livro. E não é impossível que também alimentem nostalgia  nos dententores de e-books.


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